A Polícia Civil de Caçador começou, nessa semana, a prestar assistência psicológica às mulheres vítimas de violência doméstica. O objetivo é ajudá-las a esclarecer dúvidas e a tomarem as melhores decisões. O atendimento será prestado pela estagiária da última fase de Psicologia da Uniarp, Nicolly Cury da Silva, com supervisão dos psicólogos policiais Renato Jesus da Silva e André Luiz Bêber da Silva.
“A partir de agora, quando as mulheres vieram à delegacia para solicitar uma medida protetiva, elas vão receber o atendimento psicológico, para ajudar a esclarecer o que está acontecendo na vida dela e por que está se mantendo nesse ciclo de violência. Isso ajuda muito as mulheres a decidirem o caminho que irão tomar”, explica Renato.
O psicólogo André explica o motivo da nova contratação. Segundo ele, a delegacia tem um fluxo muito grande por atender mulheres, idosos, crianças e adolescentes, não só de Caçador, como também de várias outras cidades.
“Temos um número muito grande de abuso sexual, por exemplo, que necessita da psicologia como um auxílio na investigação. Por isso, como a demanda é grande, as mulheres estavam precisando de um atendimento mais adequado, e com isso foi aprovada a contratação da estagiária. Já tivemos alguns atendimentos às mulheres e ficou muito claro a mudança”, acrescenta.
A denúncia ainda é o melhor caminho para cessar a violência. Para tanto, as mulheres podem ligar para o Disk 100 (Direitos Humanos), 181 (Polícia Civil) ou 190 (Polícia Militar) e contar pelo que está passando.
Média é de 31 por mês
No primeiro semestre deste ano, segundo a Polícia Civil de Caçador, houve uma média de 31 pedidos de medidas protetivas por mês. A maior quantidade de queixas esteve relacionada a “Ameaça”, totalizando 114 relatos, seguidas por “Lesão Corporal” com 51 relatos, “outros” com 38 relatos e “Injúria” com 10 relatos.
Quanto ao pedido de medida protetiva, existe a possibilidade de a mulher optar pela representação, ou não. Isso significa que, além da Medida Protetiva, o agressor deverá responder judicialmente pela violência cometida, podendo ser penalizado por isso. Caso a vítima opte pela não representação, o agressor não responderá criminalmente, mas somente pela Medida Protetiva.
Assim, das 182 Medidas Protetivas registradas, 132 solicitaram representação, enquanto que 50 não o fizeram, o que indica que um número bastante considerável delas tem buscado a representação e, nesse sentido, a responsabilização do agressor pelos seus atos violentos.






