3 de outubro de 2026
Tecnologia

Delegacia de Caçador utiliza novo sistema em procedimentos

Recursos audiovisuais serão usados durante depoimentos de flagrantes

Por Caçador Online

A 10ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Caçador, apresentou nesta quarta-feira, 29, uma nova ferramenta tecnológica que deve garantir mais agilidade e transparência nos procedimentos policiais. A partir desta semana, os depoimentos que antes eram registrados em papel passam a ser coletados em som e vídeo, anexando o material aos processos.

O delegado de polícia Marcelo Colaço, que conduz a implantação do sistema na regional, reforça que o programa impede que os arquivos sejam editados ou alterados, o que garante segurança e transparência ao processo. A tecnologia vem sendo implementada pela Polícia Civil em diversas cidades.

“Hoje, em âmbito nacional, somente a Polícia Federal utiliza estes recursos. Por isso damos um passo fundamental que, além de agilizar os procedimentos, serão mais fidedignos. Não trabalharemos mais com o ‘frio’ do papel, mas com imagens e sons que revelarão o que efetivamente ocorre”, disse.

O programa é similar a ferramentas já utilizadas em tribunais durante as audiências judiciais. O juiz de direito Rodrigo Dadalt, da comarca de Caçador, faz uma avaliação desta ferramenta e destaca os seus benefícios.  

“Quando se busca o esclarecimento da verdade da forma mais fidedigna possível, a avaliação será sempre muito positiva. A gravação audiovisual já é utilizada pelo Poder Judiciário em Santa Catarina há aproximadamente quatro anos, e podemos afirmar que traz muitos benefícios. Isso porque o depoimento gravado aponta todas as peculiaridades, para que os fatos sejam esclarecidos da forma mais completa possível”, ressalta o juiz.

Ao contrário do papel, a tecnologia também permite verificar a forma de comunicação durante o depoimento, conforme explica o promotor Fernando Rodrigo de Menezes Júnior. Entre alguns fatores está a tonalidade de voz, a forma de expressão, estado emocional, entre outros fatores.

“O papel às vezes é muito frio. É muito comum também depois a pessoa alegar que foi torturada, sofreu maus tratos ou que não falou aquilo. Tudo isso com a gravação irá acabar, trazendo mais segurança e efetividade para o futuro do processo penal”, observa o representante do Ministério Público.

A apresentação da nova ferramenta foi realizada na delegacia e contou com a presença de diversas autoridades ligadas ao Poder Judiciário, Polícia Militar e Polícia Civil, Defensoria Pública, advogados, entre outras.

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