3 de outubro de 2026
Repercussão

Fábio da Silva não lembra dos esquartejamentos, diz advogado

Acusado de dois homicídios brutais tentou suicídio no Presidio

Por Caçador Online

Apontado pela polícia como suposto serial killer, Fábio da Silva, 22 anos, está preso desde o dia 29 de abril. Nos primeiros dias após ser detido, ele não falou uma palavra sequer. Mas em novo depoimento essa semana, o jovem confessou os homicídios de Lucas Pereira, 22, e Clarice Justine de Andrade, 23.

Fábio foi quem levou a polícia até o local onde esquartejou e enterrou Clarice, numa propriedade rural na Linha Caixa D´Água, distante três quilômetros onde matou Lucas da mesma forma.

Em entrevista ao Portal Caçador Online, o advogado Giancarlo Schveitzer, indicado para atuar na defesa, contou o que ouviu de Fábio desde quarta-feira, 4 de maio, quando assumiu o caso.

“Eu cheguei a Caçador nesta semana, conversei com o delegado Eduardo Mattos e depois falei com Fábio. Expliquei a sua situação e ele resolveu colaborar com a polícia. Percebi que ele está acuado e sentindo que acabou com a sua vida. Pediu para ver os filhos. Está muito assustado com tudo isso”, afirmou o advogado, revelando que Fábio tentou suicídio por duas vezes dentro do presídio.

Sobre os homicídios, o advogado disse que Fábio não lembra dos esquartejamentos. “Fábio disse a mim que houve um desentendimento banal com Lucas e que este estava muito embriagado e foi até o carro de meu cliente para dormir. Neste momento Lucas foi asfixiado e morto. Fábio não lembra do esquartejamento”, esclareceu o defensor.

O advogado disse ainda que Fábio tem visões do pai, assassinado em 2013, e que este estaria influenciando em cometer os crimes. “Meu cliente disse ainda que o pai o iria tirar da cadeia”, revelou.

Fábio afirma que não há mais vítimas

Fábio contou ao advogado que foram duas vítimas e que não existe uma terceira. Em relação ao vídeo gravado dos esquartejamentos, ele contou que não tinha a intenção de gravar, porém era noite e que usou o flash do celular para iluminar o local e percebeu a filmagem dias depois quando buscou ajuda da mãe.

De acordo com o advogado, ainda é cedo para afirmar se continuará na defesa de Fábio até o fim do caso, sendo o principal problema é a distância, pois reside em Curitibanos.

“Fui chamado pela família por já defender ele em Curitibanos, e pelo fato de Fábio não aceitar outro advogado. É importante as pessoas saberem que é obrigatório um advogado para que o processo tenha sequência. Outro advogado de Caçador se propôs a fazer a defesa, mas foi recusado”, comentou.

Depois de concluído o inquérito policiail, o caso é encaminhado ao Fórum onde o Ministério Público avalia as provas e formula a denúncia. Então o advogado terá 10 dias para apresentar a primeira defesa.

Advogado defende Fábio e mãe da morte do pai

O advogado Giancarlo Schveitzer é o defensor de Fábio e da mãe, Suzana da Silva, no assassinato do pai, Valdeci Bento da Silva, morto em 2013, onde Suzana é acusada do crime e Fábio é indiciado pela ocultação.

Conforme o defensor, ele estava cuidando do caso, porém desde que vieram embora para Caçador, teve muita dificuldade de manter contato e com isso ficou difícil dar sequência no caso, além da questão financeira.

“Em Curitibanos já tem a sentença de pronúncia do caso e o juiz pronunciou mãe e filho a júri popular; Suzana responde por homicídio e Fábio pela ocultação. Porém sabe-se que Valdeci era uma pessoa muito violenta e que agredia a esposa e os filhos e também tentou contra a vida da minha cliente. Há histórico e boletins de ocorrências registrados dos fatos”, detalhou.

Suzana aguarda julgamento em liberdade e segundo o seu defensor, ela não chegou a ser presa por se apresentar dias depois do crime acompanhado dele. “Depois do crime, fui procurado por Suzana e orientei ela a se apresentar à polícia e com isso, e ficou respondendo o processo em liberdade”, disse.

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