Os três réus Alisson Donyzett de Almeida, Ediney Cleiton Almeida e José Melo Alves foram condenados pela morte de Amélia Bertotto. O crime ocorreu no dia 22 de setembro de 2012, na Linha São João de Cima, em Calmon. Os três foram condenados a 15 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe e por utilizar recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Edney e José foram condenados também por lesão corporal, pelo disparo que atingiu Jhonatan Kowaltski no braço e também por cárcere privado, pois os dois trancaram Jhonatan e o filho da vítima em uma casa de ferramentas para conseguirem fugir. Eles também responderão pelo crime de furto qualificado, pois levaram pertences da casa de Amélia.
Os jurados entenderam que o crime foi premeditado e arquitetado por Alisson e os outros dois réus foram os executores do crime. Situação esta confessada por Edney durante o seu depoimento no júri.
Edney foi beneficiado por acordo de delação premiada e sua pena ficou em torno de 10 anos pela redução de um terço que foi aplicada. Após o julgamento, os três condenados foram encaminhados novamente ao Presídio Regional de Caçador onde cumprirão suas penas.
Além dos três, tem mais dois réus no processo, sendo um policial militar de Calmon e o pai de Alisson, o vereador Neri de Almeida, o Nerizinho. O julgamento de ambos está marcado para o dia 8 de abril.
O júri foi presidido pelo juiz Yannick Caubet e representando o Ministério Público estava o promotor Gabriel Ricardo Zanon Meyer. Já a defesa estava composta por três advogados. Jucemara Thibes de Campos (Edney) Claudio Gastão Rosa Filho (Alisson), Jefferson Gimbabo Reis Lucas (José).
Foram quase 15h de julgamento. O júri iniciou às 9h e a parte da manhã ficou apenas para interrogatório de testemunhas, onde foram ouvidas três de acusação, três de defesa e uma testemunha protegida.





