Uma condenação e uma absolvição. Essa foi a sentença do júri popular dos irmãos Gilson Correa de Souza e Juliano Correa de Souza nesta sexta-feira, 29, no Fórum da Comarca de Caçador. Os dois eram acusados de matar Leandro Cardoso em janeiro de 2014 no bairro Alto Bonito.
Na ocasião, a vítima foi alvejada por oito tiros, após uma discussão por motivo de herança.
O júri contou com sete jurados, cinco homens e duas mulheres, e foi presidido pelo juiz Emerson Carlos Cittolin dos Santos. A acusação ficou a cargo do promotor Gabriel Ricardo Zanon Meyer e a defesa dos réus foi feita pelo advogado Eber Marcelo Bündchen.
Gilson foi condenado a cinco anos de prisão pelo crime. Ele conseguiu o direito de recorrer em liberdade. Já Juliano foi absolvido.
Lembre o caso
Polícia acredita que os dois atiraram
Na época do crime, o delegado Fabiano Locatelli revelou que foram feitos dez disparos, sendo que oito atingiram a vítima, que morreu na frente do filho de sete ano. O delegado disse ainda que, além do depoimento do filho, foram encontrados dois tipos de munição, o que levou a polícia a acreditar que os dois irmãos atiraram em Leandro.
Disputa de terreno deixado de herança motivou o crime
Durante os depoimentos, Gilson e Juliano relataram que os desentendimentos começaram há oito meses quando o avô deles faleceu, dando início a uma briga pela disputa do terreno deixado como herança.
Segundo eles, Leandro e a esposa, que é tia de Gilson e Juliano, questionavam a divisão da propriedade e com isso, começaram provocações e perturbações de ambos os lados.
No dia do homicídio, uma nova briga aconteceu minutos antes da fatalidade. Os ânimos se exaltaram e Gilson foi até a casa do irmão pegar a pistola. Ele disse ter invadido a casa de Leandro e efetuado os disparos.
No inquérito policial consta que no dia do crime Juliano estava trabalhando e saiu mais cedo, 30 minutos antes do homicídio.
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