Funcionários da Olsen Transportes e da Auto Coletivo Caçador estiveram na delegacia nesta sexta-feira, 25, após serem alvo de golpistas. Por telefone, os criminosos se passaram por servidores do Fórum de Justiça do município para solicitar um serviço de transporte de pessoas. Foram mais de 10 ligações até que os golpistas pediram créditos para celular, e então os gerentes das empresas perceberam que tratava-se de uma farsa.
De acordo com o gerente da empresa Auto Coletivo, Rony Cardoso dos Santos, a primeira ligação foi às 10h30, quando um homem disse ser funcionário do Fórum e pediu um veículo para transporte de oito magistrados que estariam numa audiência em Caçador.
“Primeiro ele pediu um veículo para às 12h, mas nesse horário não havia como fazer o serviço porque é horário que nossos veículos não estão disponíveis. Depois ele ligou novamente dizendo que a audiência atrasou e que os juízes sairiam 14h30. Aí nós passamos o orçamento, ele concordou e disse que faria o pagamento no local combinado”, explicou Rony.
A partir daí, o golpista ligou pelo menos outras cinco vezes repassando especificações do serviço. “Ele exigiu que fosse um veículo limpo, abastecido com água com gás e papel toalha, e um motorista bem vestido. Esses detalhes chamaram a nossa atenção, mas até então era tudo normal”, acrescentou o gerente.
Em seguida, uma última ligação foi o estopim para que o funcionário da empresa desconfiasse do golpe. “O carro já estava preparado quando ele ligou novamente falando que um juiz precisava fazer uma ligação urgente, mas ainda estava na audiência e precisava que alguém colocasse crédito no celular dele. Aí percebi que era um golpe. Liguei pro Fórum e não havia nenhum pedido desta natureza”, contou.
Na delegacia, Rony retornou para o número do “cliente” e quando falou que estava registrando um BO o golpista desligou. O proprietário da empresa Olsen Transportes também estava no local e relatou ter passado pela mesma situação.
Segundo a Polícia, as ligações podem ter saído do interior de presídios. Os números eram de origem dos estados do Rio de Janeiro e do Mato Grosso. Outras empresas de transporte da região também já foram alvo deste tipo de golpe.





