Iniciou na manhã de sexta-feira, 13, o julgamento de Thiago Gaedk, acusado de causar a morte de três pessoas da mesma família em fevereiro de 2007, em acidente de trânsito na rodovia SC 303, atual SC 135, entre Caçador e Rio das Antas. O júri popular começou às 9h e deve ser concluído no final da tarde no Fórum da Comarca de Caçador.
No início da manhã, familiares e amigos das vítimas (pai e dois filhos pequenos) levaram faixas e fizeram uma manifestação na praça em frente ao Fórum. Para que não houvesse imprevistos durante o julgamento, um esquema de segurança foi montado com Polícia Militar, PPT (Pelotão de Patrulhamento Tático) e DITTESC (Diretoria de Trânsito Transporte e Segurança de Caçador).
No primeiro momento do júri, o réu foi interrogado e assumiu estar dirigindo o veículo no dia do acidente que resultou nas três mortes. Em seguida falaram duas testemunhas e por fim o promotor Felipe Schimit.
Schimit explicou a denúncia aos jurados e mostrou fotos do acidente. Ele também afirmou que ofereceu denúncia pelo mesmo crime contra Gustavo Cesca, que estava dirigindo um outro carro, uma S 10, a qual foi ultrapassada por Thiago no momento do acidente.
“Não tenho sombra de dúvidas que estavam batendo racha. Ainda há informações baseadas em depoimentos de testemunhas que havia um terceiro veículo com eles e isso vamos apurar também”, afirmou o promotor.
Os pais de Celso Osley Xavier estavam na primeira fileira do Tribunal do Júri e se emocionaram por várias vezes. Na parte da tarde irão falar os advogados e testemunhas de defesa.
O caso
O fato aconteceu no dia 7 de fevereiro de 2007 na antiga SC 303, atual SC 135. Thiago vinha de Videira dirigindo o Peugeot 206 e na frente seu amigo Gustavo Henrique Cesca com uma S10. Segundo os autos do processo, ambos estavam em alta velocidade e chovia muito.
No KM 157, próximo ao sítio Cochilha dos Pampas, Thiago abriu uma ultrapassagem em local proibido e ao se aproximar da curva colidiu de frente com o Kadett conduzido por Celso Osley Xavier. Junto com ele estava sua esposa Vera Lúcia Toiller Xavier e os dois filhos do casal, sendo um menino de dois anos e menina de dois meses.
Morreram no local Celso e os dois filhos. Vera Lúcia teve ferimentos graves.
Como o caso teve bastante repercussão popular, a secretaria do Foro de Caçador divulgou uma nota informando que não serão permitidas manifestações no local do júri. O objetivo é oferecer tranquilidade e isenção aos jurados e profissionais que irão trabalhar na sessão.








