4 de outubro de 2026
Júri Popular

Acusado de tentativa de homicídio é condenado a seis anos de prisão

João Adelino Cordeiro irá responder pelo crime em liberdade

Por Caçador Online

Foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto, João Adelino Cordeiro, acusado de tentar matar a ex-namorada a facada. Ele foi ao banco dos réus nesta sexta-feira, 14, no Tribunal do Júri do Fórum de Caçador. Na sua defesa atuou a advogada, Jucemara Thibes de Campos. Na acusação atuou a promotora Andreza Borinelli e a sessão foi presidida pelo juiz Yannick Caubet.

Durante o júri, a vítima Nilda Cordeiro foi ouvida novamente a qual relatou como tudo aconteceu. Também foram ouvidos o cunhado da vítima, o qual a socorreu e um ex-namorado dela que estava com ela horas antes do crime.

João foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto, porém irá responder o processo em liberdade até que o processo esteja transitado em julgado. Após o júri ele foi liberado.

O caso

O crime aconteceu no dia 17 de março de 2001, João inconformado com o fim do relacionamento com a ex-namorada, Nilda Cordeiro, ele se dirigiu até o bar da vítima e a viu conversando com um cliente. Não se sentindo bem, o acusado voltou para casa e imbuído com o desejo de matar a mulher, pegou uma faca de cozinha e por volta das 4h da madrugada dirigiu-se novamente ao bar.

Ao chegar no local, como o estabelecimento já estava fechado, João bateu na porta e identificou-se como sendo cunhado da vítima. Quando a mesma abriu a porta, o autor desferiu um soco em seu rosto e em seguida fechou a porta do bar.

Assustada, Nilda correu para se salvar e ficou atrás de uma mesa de sinuca, porém João conseguiu agarrá-la e começou a desferir as facadas, sendo que quanto mais a vítima tentava se defender, mais era agredida.

Depois de alguns minutos, Nilda desmaiou e o acusado achando que a mesma havia morrido começou a ingerir algumas bebidas do bar. Algum tempo depois, Nilda recuperou a consciência e a ao abrir os olhos se deparou com o ex-namorado ainda no bar e decidiu fingir que continuava desmaiada até que João saísse do local.

De acordo com o processo, quando João decidiu ir embora, ainda fez questão de pisar na cabeça da vítima. Depois disso, Nilda foi até a sua casa pedir ajuda, momento em que sua filha pediu ajuda do tio, o qual prestou socorro imediato.

A Polícia Militar foi acionada e em rondas localizou o acusado que foi preso em flagrante e confessou o crime e ainda disse que estava saindo da cidade com destino à Francisco Beltrão.

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