3 de outubro de 2026
Júri Popular

Acusado de tentar matar a ex-namorada será julgado na próxima sexta-feira

Crime foi cometido há 12 anos, porém réu e vítima estão juntos novamente

Por Caçador Online

Foi marcado para a próxima sexta-feira, 14, o júri de João Adelino Cordeiro, acusado de tentar matar a ex-namorada no dia 17 de março de 2001. O julgamento do réu inicia às 9h da manhã. A sessão será presidida pelo juiz Yannick Caubet, na acusação, atuará a promotora Andreza Borinelli. Já a defesa ficará a cargo da advogada Jucemara Thibes de Campos.

Depois de 12 anos do fato, João Adelino que aguarda julgamento em liberdade será julgado. Segundo a defensora do réu, como é um crime antigo ele teve o direito de aguardar em liberdade. Ela comentou que sua tese será para desclassificar a lesão corporal e absolvição da tentativa de homicídio. A advogada completou dizendo que até onde tem informações, o réu e vítima estão juntos novamente, porém isso não irá mudar a sua tese.

O caso

O crime aconteceu no dia 17 de março de 2001, João inconformado com o fim do relacionamento com a ex-namorada, Nilda Cordeiro, ele se dirigiu até o bar da vítima e a viu conversando com um cliente. Não se sentindo bem, o acusado voltou para casa e imbuído com o desejo de matar a mulher, pegou uma faca de cozinha e por volta das 4h da madrugada dirigiu-se novamente ao bar.

Ao chegar no local, como o estabelecimento já estava fechado, João bateu na porta e identificou-se como sendo cunhado da vítima. Quando a mesma abriu a porta, o autor desferiu um soco em seu rosto e em seguida fechou a porta do bar.

Assustada, Nilda correu para se salvar e ficou atrás de uma mesa de sinuca, porém João conseguiu agarrá-la e começou a desferir as facadas, sendo que quanto mais a vítima tentava se defender, mais era agredida.

Depois de alguns minutos, Nilda desmaiou e o acusado achando que a mesma havia morrido começou a ingerir algumas bebidas do bar. Algum tempo depois, Nilda recuperou a consciência e a ao abrir os olhos se deparou com o ex-namorado ainda no bar e decidiu fingir que continuava desmaiada até que João saísse do local.

De acordo com o processo, quando João decidiu ir embora, ainda fez questão de pisar na cabeça da vítima. Depois disso, Nilda foi até a sua casa pedir ajuda, momento em que sua filha pediu ajuda do tio, o qual prestou socorro imediato.

A Polícia Militar foi acionada e em rondas localizou o acusado que foi preso em flagrante e confessou o crime e ainda disse que estava saindo da cidade com destino à Francisco Beltrão.

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