3 de outubro de 2026
Justiça

Casal é condenado á 12 anos de prisão pela morte do filho

Susinéia aguardará o desfecho final em liberdade

Por Caçador Online

O casal, Alenor Alves das Neves e Susinéia Ribeiro de Castilho, acusados de ter jogado o próprio filho recém-nascido em um açude foram condenados á 12 anos de prisão em regime fechado. Susinéia foi levada ao banco dos réus nesta sexta-feira, 24, para ser julgada. Já Alenor não foi localizado, pois está sem dar informações de seu paradeiro desde o ano de 2004. O casal irá responder pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe.

O casal foi a julgamento depois de terem se passado 15 anos do crime. Durante o seu depoimento, Susinéia mudou a sua versão em comparação aos depoimentos já prestados à polícia e até mesmo em juízo. Ela comentou que foi atendida por uma médica durante a sua gravidez, porém a profissional foi ouvida e afirmou nunca ter atendido a mulher.

O médico legista que fez o exame cadavérico na criança afirmou que a mesma nasceu com vida, porém ela não morreu por afogamento, o que aumenta as suspeitas de que ela tenha sido morta por asfixia e depois jogada no açude. Ainda, segundo o médico, a menina nasceu dentro do prazo, e não pré matura como a mãe disse à polícia logo depois do crime.

De acordo com os defensores dos réus, irão recorrer da sentença e, na próxima semana entrarão com um pedido de prescrição do crime devido ao tempo que tudo aconteceu.

Segundo Ricardo Emílio Zart, que defendeu Alenor, mesmo ele não estando presente comentou que o resultado foi dentro do esperado. Ele comentou ainda que o seu cliente continua com um mandado de prisão em aberto, porém há uma dúvida se Alenor ainda está vivo, pois hoje está com 79 anos.

De acordo com o juiz, Yannick Caubet, como os réus já aguardam julgamento em libetrdade há 15 anos, Susinéia, que esteve presente no júri terá o direito de aguardar os recursos da defesa em liberdade.

O crime

O crime foi praticado no dia 25 de fevereiro de 1998 na Linha Cerro Branco, na propriedade onde Susinéia Ribeiro Castilho trabalhava na época cuidando de uma idosa.

A mulher entrou em trabalho de parto no banheiro da casa e Alenor Alves das Neves a acompanhou todo o tempo. A criança veio ao mundo com perfeitas condições de saúde. O pai teria asfixiado a criança, jogando-a em um açude. Enquanto isso, Susinéia se encarregou de limpar os vestígios do crime.

No dia seguinte ao parto, Susinéia deu entrada ao Hospital Maicé com quadro hemorrágico grave. A polícia passou a investigar o caso e, em buscas na propriedade, encontrou o bebê no açude.

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