Nesta sexta-feira, 24, acontece o júri popular do casal, Alenor Alves das Neves e Susinéia Ribeiro de Castilho, acusados de terem jogado o próprio filho em um açude, na comunidade do Cerro Branco. O crime aconteceu no dia 25 de fevereiro de 1998. O júri terá início às 9h no Tribunal do Júri da Comarca de Caçador, porém um dos réus não estará presente por não ter sido localizado.
O júri será presidido pelo juiz Yannick Caubet, na acusação atuará a promotora Andreza Borinelli. Já na defesa de Susinéia, atuará a advogada Jucemara Thibes de Campos e defendendo Alenor, mesmo não estando presente, ficará Ricardo Emílio Zart.
De acordo com o advogado de defesa Zart, ambos os réus nunca chegaram a ser presos pelo crime. Já o seu cliente está desde 2004 sem dar notícias do seu paradeiro. O defensor comentou que a prisão preventiva foi decretada, porém não chegaram a cumprir a pena.
O crime
O crime foi praticado no dia 25 de fevereiro de 1998 na Linha Cerro Branco, na propriedade onde Susinéia Ribeiro Castilho trabalhava na época cuidando de uma idosa.
A mulher entrou em trabalho de parto no banheiro da casa e Alenor Alves das Neves a acompanhou todo o tempo. A criança veio ao mundo com perfeitas condições de saúde. O pai teria asfixiado a criança, jogando-a em um açude. Enquanto isso, Susinéia se encarregou de limpar os vestígios do crime.
No dia seguinte ao parto, Susinéia deu entrada ao Hospital Maicé com quadro hemorrágico grave. A polícia passou a investigar o caso e, em buscas na propriedade, encontrou o bebê no açude.





