Um desentendimento na noite deste domingo, 21, resultou na morte de Eduardo Rodrigues, 48 anos, na comunidade do Assentamento Putinga, divisa entre os municípios de Caçador e Calmon. Ele foi morto a pauladas pelo companheiro de trabalho. A polícia ficou sabendo do crime na manhã desta segunda-feira, quando os outros dois trabalhadores que eram mantidos reféns foram soltos.
O patrão dos quatro homens, que mora em General Carneiro (PR), ficou sabendo do assassinato do funcionário pela manhã e logo dirigiu-se à Delegacia de Caçador onde comunicou o crime. Rapidamente os policiais se dirigiram ao local onde o corpo estava.
Francisco Alvaristo, 54 anos, que presenciou o fato, relatou que os dois estavam bebendo juntos quando se desentenderam.
“Eu estava dormindo na hora, mas acordei com o barulho das pauladas. Eu e meu outro colega não pudemos fazer nada, pois ele estava fora de si e nos ameaçando. Tanto que ficamos de reféns dele até hoje (segunda-feira) sem poder nos mexer”, explicou.
Ele comentou ainda que depois de agredir Eduardo, o acusado obrigou Francisco a lhe acompanhar para esconder o corpo que foi deixado ao lado de um forno de carvão. Segundo o trabalhador, ele foi obrigado a ir na frente abrindo os portões.
O crime aconteceu na casa onde estavam alojados os trabalhadores, a aproximadamente 700 metros do local onde o corpo foi abandonado.
Francisco comentou ainda que enquanto ele e seu colega estavam reféns, o autor do crime os ameaçava dizendo que se chamassem a polícia os dois também iriam morrer. Eles só foram liberados para chamar o patrão que mora em General Carneiro.
Segundo Francisco, assim que foram liberados da casa eles correram até um vizinho que ligou para o patrão.
Investigadores da Divisão de Investigações Criminais de Caçador (DIC) fizeram buscas pelo mato, mas o acusado não foi encontrado.
O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e esteve no local para periciar o local e fazer a condução do corpo.









