No final de ano de 2012, 45 detentos do Presídio Regional de Caçador foram beneficiados com a saída temporária de sete dias. Porém destes, cinco não retornaram ao presídio no dia marcado. De acordo com o diretor, Felipe Carlos Filipiacki, é um índice pequeno em relação ao número de beneficiados.
O diretor explicou que quatro eram homens, e que foram beneficiados com a saída temporária pela primeira vez. Já a quinta pessoa é um mulher que saiu pela segunda vez. Como a mesma é de nacionalidade paraguaia, o diretor acredita que ela tenha ido para seu país de origem.
Filipiacki comentou ainda que quando os evadidos retornarem ao sistema prisional pode haver uma regressão de regime dependendo da avaliação do juiz.
De acordo com o diretor, os beneficiados com a saída temporária saíram do Presídio Regional de Caçador no dia 21 de dezembro e a data do retorno era dia 28, sendo que 40 detentos retornaram.
Cai pela metade o índice de evasão do Sistema Prisional neste fim de ano
O diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Leandro Lima, informou nesta segunda-feira, 7, que o índice de evasão dos presos beneficiados com saída temporária ficou em 4,3% em Santa Catarina no final do ano. Houve uma queda de 50% no índice de evasão, que foi de 8,7% na virada do ano de 2011 para 2012. Esta é uma das menores médias do país e do Estado nos último anos.
Dos 1.185 presos beneficiados, foi registrado o retorno de 1.134. O balanço divulgado hoje aponta que 51 presos não retornaram às unidades prisionais no dia 3, data em que deveriam se apresentar às autoridades. Sete já foram recapturados. “Números como estes, e outros tantos que podemos apresentar, demonstram que o sistema prisional catarinense tem muitos aspectos positivos que devem ser considerados e não aparecem”, lembra o diretor do Deap.
Ele credita os bons índices aos programas de ressocialização nas unidades prisionais. “Existe uma relação direta entre a ampliação do número de presos trabalhando e a redução do índice de evasão”, afirma a secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Ada Faraco de Luca. O Estado atualmente mantém mais de 160 convênios estabelecidos com a iniciativa privada, que geram 5 mil vagas de trabalho remuneradas nas unidades prisionais do Estado.






