Representantes do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo estiveram na noite de terça-feira, 17, no Presídio Regional de Caçador para conhecer o sistema anti-celular implantado em 2011. O objetivo foi analisar o conteúdo do projeto dos bloqueadores de sinal para possível implantação nos presídios capixabas, onde segundo eles, é grande o fluxo de aparelhos. O sistema contratado em Caçador não influencia na radiocomunicação dos agentes nem interfere nas imediações, sendo restrito ao espaço prisional.
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Os visitantes foram as promotoras de Justiça, Paula Pazolini, Luciane Andrade, e o juiz Cezar Santos. Eles tiveram a companhia do diretor do presídio, Jair Boaventura, do diretor interino do Departamento de Administração Prisional (Deap), Euclides da Silva e do juiz da vara criminal da Comarca de Caçador, Gustavo Marcos de Farias.
As promotoras ressaltaram que a realidade dos presídios do Espírito Santo é precária e estão sendo reconhecidos como de baixa segurança quando o assunto é aparelhos celulares em posse de detentos, que comandam ações criminosas de dentro para fora. “Temos cerca de 1.200 detentos para serem atendidos por três promotores na nossa área de atuação e isso dificulta a implantação de um sistema eficiente. Este bloqueador usado em Caçador pode ser a solução dos nossos problemas, pois é prático para o manuseio e tem baixo custo”, explica Luciane.
Boaventura comenta que é muito bom o Presídio Regional de Caçador ser reconhecido como uma das melhores unidades do sistema carcerário do Estado, pela implantação justamente do sistema anti-celular e demais ações promovidas. “Esperamos ter contribuído com o poder judiciário do Espírito Santo na busca por soluções para a segurança dos presídios. Divido a excelência deste trabalho com todos os agentes prisionais de Caçador, pois são eles os responsáveis pelo bom andamento no dia a dia”.





