A coordenação do CIP (Centro de Internação Provisório) de Caçador comunicou nesta quinta-feira, 29, a demissão de um educador social por desrespeitar as normas da instituição. O profissional teria oferecido cigarros aos internos, o que é proibido pelas regras do CIP.

O fato veio à tona na última terça-feira. O educador do turno da noite não teria cumprido a promessa de dar cigarros aos menores, o que gerou um princípio de rebelião. Os internos chutaram uma parede entre os quartos até quebrá-la. A Polícia Militar precisou ser chamada para reestabelecer a ordem. Nenhum dos dez internos fugiu.
Na manhã do dia seguinte o promotor e juiz da Infância e Adolescência estiveram no local e os próprios menorer contaram o que aconteceu. Segundo a coordenadora do CIP, Caroline Spanholo, a demissão do educador foi uma medida necessária. “Não foi a primeira vez que cometeu esse erro”, disse.
Ela explicou que o centro preza pela atendimento humanizado, buscando a recuperação dos internos. “Não trabalhamos com nenhum tipo de arma ou equipamente de repreenssão. Os CIPs do Estado que seguiam esta linha estão sendo fechados”, comenta.
“Este perfil, inclusive, fez com que o CIP de Caçador obtivesse um reconhecimento do Conselho Nacional de Justiça no ano passado”, acresenta a coordenadora. De acordo com ela, uma reforma já estava prevista na casa e deve começar na próxima segunda-feira.





