O golpe do Bilhete Premiado fez mais uma vítima em Caçador. Desta vez, uma mulher de 51 anos, empregada doméstica, entregou R$ 2.150,00 para dois estelionatários. O crime aconteceu na manhã desta quinta-feira, no centro da cidade.
Segundo o relato da vítima, um homem, moreno claro, magro, estatura mediana, usando óculos escuros, aparentando mais de 60 anos, fez a abordagem, na rua Nereu Ramos e solicitou ajuda, alegando ser do interior e analfabeto, dizendo ter recebido uma ligação da Caixa Econômica Federal para sacar um prêmio de R$ 15 mil, apresentando um bilhete de loteria falso.
No momento em que a caçadorense conversava com estelionatário, chegou uma outra mulher, de aparentemente 40 anos, bem vestida e se prontificou a ajudar o “analfabeto”. Ele solicitou garantias em dinheiro para entregar o suposto bilhete premiado. Esta mulher simulou ter ido até o banco e sacado R$ 5 mil, entregando ao criminoso em troca do bilhete.
“Nesse momento, o suspeito teria simulado uma ligação telefônica, confirmando a autenticidade do bilhete, junto à agência da Caixa Econômica Federal. Em seguida, a vítima foi até o Banco do Brasil e sacou R$ 2 mil da poupança, também entregando ao estelionatário, que ficara aguardando na Sete de Setembro, próximo à Catedral, inclusive entregando mais R$ 150,00 que possuía na carteira”, revelou o delegado Fabiano Locatelli
Com o bilhete fraudulento em mãos, a vítima e estelionatária seguiram em direção à Caixa Econômica para realizar o saque. “Contudo, a mulher suspeita pediu para que a vítima aguardasse enquanto pegaria o carro em outra rua, não retornando mais”, contou Locatelli.
A vítima aguardou no local até às 12h30 e devido a tal mulher não ter retornado, seguiu até o banco para saber que alguém teria efetuado a troca de um bilhete premiado, onde foi informada que teria sido vítima de um golpe, só então procurando a Delegacia de Polícia para registrar o fato.
“O golpe do bilhete premiado é muito tradicional no Brasil e bastante antigo também. Temos registros datados da década de quarenta, mas foi nos anos setenta que atingiu seu auge. Geralmente o modus operandi é sempre o mesmo. Os estelionatários selecionam vítimas em potencial. Pessoas mais idosas são as preferidas. Na semana passada eu estive na Rádio Caçanjurê falando a respeito do "bilhete premiado" e alertando a população sobre o golpe”, informou Locatelli.
Mesmo assim, segundo o delegado, há alguns dias uma mulher de 58 anos foi vítima do mesmo golpe e entregou aos estelionatários R$ 10 mil. Nesta quarta, em Curitibanos, a Polícia Civil prendeu em flagrante dois criminosos que haviam acabado de receber de um senhor R$ 3 mil em troca de um suposto bilhete premiado.
“É um crime difícil de investigar. Esses criminosos geralmente são de outros Estados e quando conseguem obter êxito no golpe em uma determinada cidade viajam para outra não deixando rastros. Alertamos a população para que não caia nesse velho golpe”, completou o delegado.
“Sempre orientem seus familiares mais idosos sobre os riscos de efetuar transações bancárias ou portarem valores expressivos sem o acompanhamento de uma pessoa de confiança. Muitas vezes a ganância é o fator preponderante que leva a vítima a cair no golpe. O que parece ser um dinheiro fácil, torna-se uma grande dor de cabeça e um desfalque no patrimônio, como foi o caso que ocorreu hoje, da senhora que trabalha como faxineira e guardava pequenas quantias mensalmente para ter uma garantia no futuro”, disse Locatelli, orientando para que, sempre que alguém se deparar com tal oferta ou outra prática semelhante de promessa de dinheiro fácil, deve imediatamente procurar a Delegacia de Polícia ou entrar em contato pelo telefone de emergência da Polícia Militar.
“Pois é bem provável que estejam sendo vítima de um golpe e esses criminosos devem ser presos em flagrante, antes que deixem a cidade”, finaliza Locatelli.





