O plantão da madrugada desta quarta-feira, 25, reservou uma surpresa para policiais militares do 15º Batalhão de Caçador. Os soldados Fabiano, Miukizuki, Osmar e Diego faziam rondas rotineiras pela cidade quando receberam um chamado de emergência: prestar socorro a uma criança que estava passando mal. Numa ação que exigiu rapidez e conhecimento, os soldados tiveram papel fundamental no salvamento da vítima. No período da tarde, a pequena Carolina, de 6 anos, e da mãe Eloir foram até o Batalhão agradecer aos policiais.

Irmão liga para o 190
Eram 2h quando o telefone da COPOM – Central de Operações – tocou. Do outro lado da linha, um menino de 14 anos pedia por socorro. Segundo ele, a irmã de 6 anos estava passando mal, não respirava e estava com os olhos virados.
A voz trêmula e aflita fez com que o soldado Moraes tivesse o discernimento de entender a gravidade da ocorrência, já que trotes desta natureza são bastante comuns. O policial não titubeou e chamou via rádio duas viaturas que imediatamente se deslocaram até a ocorrência, na rua Caraguatá, bairro Bello.
Ao chegar à casa da família, os policiais viram a mãe na calçada com a filha no colo. Os primeiros socorros foram prestados antes de levar a vítima até o hospital. “A criança estava sem respiração e já ficando roxa. Não tinha reação alguma. Procuramos desobstruir as vias aéreas e como ela tinha pulso não foi necessária a massagem cardíaca”, conta o policial Fabiano.
Enquanto faziam os procedimentos, os policiais acionaram os bombeiros que estavam com a ambulância no hospital Maicé, prestando atendimento a outra emergência médica. “Achamos por bem levar a menina na viatura e encontrar com os bombeiros no caminho. E foi o que aconteceu. Na rua Fernando Machado, próximo à Câmara de Vereadores, encontramos a ambulância e a criança pode ser melhor atendida”, explica o policial Diego.
No hospital, Carolina foi atendida pelo médico plantonista João Gomes, ficou em observação por algumas horas e recebeu alta pela manhã. Segundo a mãe, Eloir Ferreira de Mello, 40 anos, a criança teve um ataque de nervos. “Eu e minha filha dormimos no mesmo quarto e de madrugada eu a ouvi gemendo. Quando fui ver ela estava sem respirar e com os olhos virados”, conta emocionada a mãe. O filho mais velho, Maicon, foi quem ligou para o 190.
Curso de primeiros socorros no mesmo dia
Por coincidência, alguns policiais tiveram no mesmo dia um curso de capacitação com um instrutor dos bombeiros sobre primeiros socorros. “É um treinamento que já passamos na escola de formação, mas foi bem importante relembrar os procedimentos”, comenta Fabiano.
Sobre a sensação de auxiliar as pessoas Fabiano descreve como emocionante. “Não dá pra saber se foi o nosso atendimento que salvou a Carolina, prefiro acreditar que foi um bom trabalho de todos, desde a ligação no COPOM até o Hospital. Tenho um filho da mesma idade e chorei quando vi ele no dia seguinte”, afirma Fabiano.
De acordo com a mãe, a criança fará uma bateria de exames nesta quinta-feira, já que foi a primeira vez que ela teve um problema como este.





