3 de outubro de 2026
Polícia Civil

Acusado confessa assassinato de jovem. Assista ao vídeo

Sidnei da Silva Martins, 26 anos, foi preso nesta sexta-feira. Assista ao vídeo

Por Caçador Online

A Polícia Civil de Caçador prendeu no final da tarde desta sexta-feira, 23, Sidnei da Silva Martins, 26 anos, acusado de matar a jovem Siloir de Fátima Ribeiro, 25. O crime aconteceu no último dia 14 por volta das 12h30 em um carreiro no bairro Ulisses Guimarães.

 

As investigações da Polícia tiveram um fator decisivo um dia depois do crime. Uma pessoa contou, em entrevista à Rádio Caçanjurê, ter visto o momento em que o acusado abordou a vítima. A testemunha inclusive revelou ter ligado para o 190 da Polícia Militar, mas nenhuma viatura teria sido deslocada para atender a ocorrência.

Em depoimento à Polícia, a testemunha, protegida pelo provimento 14 – anonimato - relatou características do suspeito, facilitando a investigação. Martins é morador do mesmo bairro e foi preso em casa após mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Na delegacia ele confessou o crime.

Para a imprensa, Martins contou que tinha um relacionamento recente com Siloir e marcou um encontro com ela. O motivo do crime seria passional, segundo o acusado. “Eu falei que queria dar um tempo, que minha mulher estava vindo de Itajaí, mas ela ficou inconformada e começou a me agredir. Eu bati nela e puxei pela bolsa. A alça acabou prendendo no pescoço dela”, diz.

Ainda de acordo com o depoimento de Martins, ele fugiu quando percebeu que Siloir estava morta. O corpo foi encontrado pelo pai da vítima no meio de um matagal na manhã seguinte, com marcas de violência no pescoço. O acusado nega ter ocultado o cadáver.

Segundo o delegado Luiz Antônio Piazzon, a Polícia ainda tem dúvidas em relação à versão do acusado. “Trabalhamos ainda com a possibilidade de latrocínio, pois a vítima teve celular, dinheiro e os tênis furtados”, explica. Para o delegado, o relato da testemunha foi fundamental para a elucidação do crime. “Felizmente conseguimos chegar ao autor do homicídio. Solicitamos que as pessoas façam denúncias pelo 181, mesmo que anônimas, com o máximo de detalhes para facilitar o trabalho da Polícia”, fala Piazzon.

Martins já tinha passagens pela Polícia. Atualmente ele trabalhava como pedreiro e morava com os pais. “Estou arrependido pelo que fiz e vou pagar por isso. Sinto muito pela filha que ela deixou”.

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