Em entrevista na tarde desta quinta-feira, 4, no programa Boa Tarde Cidadão, da Rádio Caçanjurê, a dona de casa Maria de Córdova disse acreditar que seu filho, Alecssandro de Córdova, 24 anos, não cometeu o crime de estupro, pois estava em casa no momento em que o fato ocorreu. Córdova está preso desde sábado acusado de abusar de uma menina de nove anos em um terreno baldio no bairro Martello.
Segundo a mãe, no horário do crime, entre 18h30 e 19h, segundo a Polícia, o filho estava em casa. “Ele ficou em casa até por volta das 19h30, quando saiu para ir na casa da vizinha e ficou 40 minutos conversando com ela. Depois ele foi esperar um amigo no ponto de ônibus e acabou preso”, conta a mãe, que ficou sabendo do fato às 23h, quando o filho já estava na Delegacia.
De acordo com o investigador Cláudio Sanchez, da Polícia Civil, o acusado foi reconhecido por duas vezes pela vítima. “Assim que a PM prendeu o suspeito, o mesmo foi conduzido ao Hospital onde foi reconhecido pela vítima. Na Delegacia, novamente a criança afirmou ser Córdova o autor do estupro”, revela.
Ainda segundo Sanchez, no depoimento à Polícia, o suspeito contou que saiu de casa para ir à casa de um amigo. “Como ele não encontrou ninguém em casa resolveu esperar próximo à empresa Maxiplast, onde foi preso pela PM”, acrescenta. As primeiras perícias foram feitas pelo médico legista ainda no sábado, confirmando a criança ser vítima de estupro. “Em relação ao suspeito foram recolhidas provas materiais e enviadas ao Instituto Geral de Perícias em Florianópolis, que vai apontar a autoria ou não do crime”, comenta o investigador.
Pela nova lei do código penal, em vigor desde agosto de 2009, todo ato libidinoso é considerado crime de estupro, com pena prevista de 6 a 10 anos. Alecssandro Córdova já tem passagem pela Polícia por tentativa de homicídio.





