O detetive Kessler Voitilaki afirmou, ao ClicRBS, que foi espancado por policiais militares em uma festa na noite de sábado, na Vila Santa Catarina, em Caçador. Com lesões no rosto, na cabeça e nas costas, ele registrou boletim de ocorrência na Delegacia na manhã desta terça-feira. A ação exacerbada de policiais tem sido tema de diversos noticiários nacionais e até mesmo locais.
Segundo informações do detetive, ele havia chegado à casa onde ocorria a festa, 15 minutos antes de os policiais terem aparecido no local. Ainda,de acordo com ele e a anfitriã, Eliane Aparecida dos Santos, cerca de 10 pessoas participavam de um churrasco e ouviam música. Kessler disse ter sido surpreendido pela ação policial porque não houve o pedido para entrar na residência.
A Polícia Militar (PM) garante que houve reação às ameaças do detetive particular, que estaria confrontando policiais com um machado e uma garrafa.
“Os seis PMs chegaram em duas viaturas e foram logo invadindo a casa. Pedi o mandado judicial que daria o direito para entrarem na residência, mas um deles revidou e disse que o mandado era ele mesmo (a figura do policial) e jogou spray de pimenta nos meus olhos. Depois, houve discussão e quando me abaixei para juntar minha carteira, levei pancadas na cabeça. Fui algemado e colocado dentro do camburão, onde ocorreu o espancamento. Ainda não sei por que isso aconteceu comigo”, contou o detetive.
Eliane afirmou que a PM esteve uma única vez na sua casa — a polícia registra três visitas — e que não se recusou a abaixar o volume da música. A anfitriã também nega que seus convidados tenham jogado objetos nos policiais.
Os ferimentos no rosto e os hematomas fizeram com que a mulher de Kessler, Alana Floriano Corrêa, não o reconhecesse quando foi buscá-lo no hospital. “Só pude ver que era ele por causa do chaveiro da motocicleta (que estava no leito)”, garantiu.
PM se defende
O responsável pela assessoria de comunicação do 15º Batalhão de Polícia Militar, Hugo Koerich Buring, da assessoria de comunicação social do 15º Batalhão, informou que houve a assinatura de um termo circunstanciado.
De acordo com o documento, moradores das redondezas da Vila Santa Catarina haviam ligado várias vezes para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) reclamando do barulho da festa.
“Os PMs tentaram conversar para que eles abaixassem o som, mas eles foram agressivos e jogaram objetos. Kessler era o mais exaltado. Foi difícil contê-lo, conforme o relato dos colegas. A ordem estava perdida e precisa ser restabelecida”, afirmou.
A Polícia Militar prefere não falar em agressão. Mesmo assim, um procedimento administrativo será aberto assim que a PM receber a comunicação sobre o boletim de ocorrência.





