3 de outubro de 2026
Tiroteio

Sidivaldo confessa autoria de homicídio e alega legítima defesa

Após ser baleado, ele tomou a arma de Anderson e atirou contra o mesmo

Por Caçador Online

Sidivaldo Cristiano Gueten, 23 anos, um dos jovens baleados na madrugada da última sexta-feira em frente a uma danceteria em Caçador, confessou nesta terça-feira, 14, a autoria do disparo que tirou a vida de Anderson José de Lima, 25 anos. A confissão foi feita no hospital, em depoimento a Polícia Civil, que investiga o fato.

Segundo Sidivaldo, ele teria agido em legítima defesa, já que antes foi baleado juntamente com seu amigo. “Nós saímos para comemorar meu aniversário na boate e quando era 3h saímos para tomar um ar. Nisso chegou um rapaz e pediu um gole de bebida. Eu estava de costas quando ouvi dois tiros que ele deu no Joacir, - um acertou o ombro e outro raspou o braço. Depois ele atirou em mim. Mesmo baleado, eu consegui alcançar a arma dele e apontei pra baixo quando ele se deu um tiro no pé. Tivemos uma luta corporal e consegui tomar a arma dele. Então ele veio pra cima de mim novamente e eu atirei. Achei que iria morrer”, detalhou Sidivaldo em entrevista no hospital.

Na ocasião, Sidivaldo e Joacir foram socorridos pelo irmão de Sidivaldo que os levou no próprio carro ao hospital. Já Anderson recebeu atendimento dos Bombeiros Voluntários, mas não resistiu e morreu horas depois. Ainda segundo Sidivaldo, ele e o amigo não conheciam Anderson e afirmam não terem nenhuma intriga. “Sabemos que ele brigou lá dentro e foi para casa buscar a arma, então acredito que possa ter nos confundido”, disse.

Polícia apresentará inquérito em 30 dias

Para a Polícia, o depoimento de Sidivaldo pode ser verdadeiro, pois os laudos de balística e cadavérico condizem com a versão narrada. Mesmo assim, outras hipóteses não são descartadas. “Já ouvimos algumas pessoas, mas todas disseram que não viram o que aconteceu realmente. Vamos continuar colhendo informações de outras testemunhas para ter uma fiel apuração dos fatos”, explica o investigar Neylson Alvariza.

A arma – um revólver 38 – ainda não foi localizada. “Esta é uma prova importante que gostaríamos de saber onde está para comprovar se todos os disparos foram feitos com a mesma arma. Se alguém tiver alguma informação solicitamos que seja denunciado para a Civil ou a PM através do 190”, diz. A Polícia tem 30 dias para concluir o inquérito e entregá-lo a Justiça.

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