C.A, 29 anos, foi preso no início da noite desta segunda-feira, 18, acusado de atentado ao pudor contra a enteada de 9 anos. A denúncia partiu da mãe da criança e aconteceu exatamente no Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio.
O fato chegou até a Delegacia pela Polícia Militar que conduziu os envolvidos. A criança afirmava que tinha sido estuprada pelo padrasto. No entanto o exame não confirmou o delito. Em novo depoimento, a menina contou em detalhes o que teria acontecido e o delegado Carlos Evandro Luz decretou a prisão do acusado por atentado violento ao pudor, com agravante da vítima ser uma menor.
“A menina revelou que o padrasto obrigava-na a praticar com ele atos libidinosos, e com algumas características do modo com ele fazia isso autuamos o flagrante de delito e conduzido ao Presídio Regional de Caçador. Entendemos que trata-se de um crime bárbaro e que a lei seja cumprida com a Justiça”, afirma o delegado.
Questionado sobre a incidência de casos como este, Luz afirmou que o Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio, mostra que muitas pessoas têm medo de denunciar. “O número de casos como este já é assustador, mas na maioria os infratores não são punidos. Neste caso, por exemplo, a menina não denunciava por medo”, disse o delegado.
O caso chegou ao conhecimento da mãe após o filho mais novo contar o que estava acontecendo. O casal tinha uma união estável de mais de sete anos e 2 filhos. C.L não possui antecedentes criminais. Em entrevista o acusado negou que tenha abusado da enteada. “Nada disso aconteceu”, limitou-se a dizer e também que está desempregado.





