3 de outubro de 2026
Júri popular

Fidélis é condenado a 18 anos por homicídio qualificado e duas tentativas

Por Caçador Online

Júri Popular realizado nesta quarta-feira, 19, condenou João Maria Fidélis, 41 anos, a 18 anos de prisão por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. O réu é acusado de matar Valdevino Rosa e ter ferido outras duas pessoas em janeiro deste ano no bairro Santa Clara. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado.

O julgamento encerrou por volta das 21h quando os jurados se reuniram e decidiram a condenação. Os trabalhos foram coordenados pela juíza substituta Gisele Ribeiro e teve o promotor de justiça, Rodrigo Silveira de Souza na acusação e como advogado de defesa, Márcia Helena da Silva, que fez seu primeiro júri.

A pena poderia ter sido de até 34 anos se a juíza não tivesse reconhecido os crimes como de ação continuada.

Entenda o caso

No dia do assassinato, Fidélis teria ido até a casa da ex-mulher, Terezinha Osório, 28 anos, para pedir que ela voltasse para ele. Ela recusou o pedido e a discussão começou. Ele tentou agredí-la e Valdevino impediu a agressão. Fídélis se retirou.

Movido por sentimento de vingança, Fidélis, se armou com uma espingarda, uma faca e um facão e voltou para a casa da ex. Chegando lá, de acordo com o testemunho de alguns vizinhos, ele apontou a espingarda para a ex-companheira. Nesse momento, o acusado foi atacado por Valdevino, que conseguiu levantar a arma fazendo com que o tiro saísse para cima. No entanto, com a outra mão livre, Fidelis esfaqueou Valdevino no coração. Valdevino morreu no local. Durante a briga, Fidelis ainda conseguiu ferir o vizinho de Terezinha, que também correu para tentar segurá-lo. Evaldo Ribeiro de Moraes, 59 anos.
 
Quando Fidelis estava indo embora, segundo moradores, Terezinha subiu a rua atrás dele para tirar satisfação. Fidelis, então, esfaqueou a ex-mulher no pescoço. Terezinha foi salva pelo policial militar Francione, que chegando ao local após receber o chamado de vizinhos, ficou segurando o pescoço da mulher para estancar o sangue, até que os Bombeiros Voluntários chegassem.
 
O acusado ainda tentou fugir, se escondendo no mato, mas a PM conseguiu detê-lo quando tentava voltar para a estrada. Fidelis foi preso em flagrante pelos soldados Muniz e Ramos. O acusado ainda portava a faca do crime. A espingarda já havia sido recolhida pela PM em frente a casa onde tudo aconteceu. Com Fidelis ainda foi encontrado um facão.
 
Fidelis é pai da menina Scheila, morta em 2006, com sete facadas e abusada sexualmente, próximo ao Caic. O pai foi ouvido na época apenas como testemunha. No entanto, uma faca foi encontrada na casa onde ele morava, com as mesmas características dos ferimentos de Scheila e, outros indícios levavam a crer que Fidelis poderia ter sido o autor do crime contra sua filha. Mas o caso não seguiu em frente e Fidelis não foi indiciado.

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