Fidélis é acusado de matar Valdevino Rosa e ferir mais duas pessoas no início do ano após discussão com a ex-mulher
Nesta quarta-feira (19), a partir das 13h30, a Vara Criminal de Caçador julga crime ocorrido no início deste ano, em 26 de janeiro, em que João Maria Fidélis teria tirado a vida de Valdevino Rosa e ferido mais duas pessoas. O crime aconteceu no loteamento Santa Clara.
No dia do assassinato, Fidélis teria ido até a casa da ex-mulher, Terezinha Osório, 28 anos, para pedir que ela voltasse para ele. Ela recusou o pedido e a discussão começou. Ele tentou agredí-la e Valdevino impediu a agressão. Fídélis se retirou.
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Movido por sentimento de vingança, Fidélis, se armou com uma espingarda, uma faca e um facão e voltou para a casa da ex. Chegando lá, de acordo com o testemunho de alguns vizinhos, ele apontou a espingarda para a ex-companheira. Nesse momento, o acusado foi atacado por Valdevino, que conseguiu levantar a arma fazendo com que o tiro saísse para cima. No entanto, com a outra mão livre, Fidelis esfaqueou Valdevino no coração. Valdevino morreu no local. Durante a briga, Fidelis ainda conseguiu ferir o vizinho de Terezinha, que também correu para tentar segurá-lo. Evaldo Ribeiro de Moraes, 59 anos.
Quando Fidelis estava indo embora, segundo moradores, Terezinha subiu a rua atrás dele para tirar satisfação. Fidelis, então, esfaqueou a ex-mulher no pescoço. Terezinha foi salva pelo policial militar Francione, que chegando ao local após receber o chamado de vizinhos, ficou segurando o pescoço da mulher para estancar o sangue, até que os Bombeiros Voluntários chegassem.
O acusado ainda tentou fugir, se escondendo no mato, mas a PM conseguiu detê-lo quando tentava voltar para a estrada. Fidelis foi preso em flagrante pelos soldados Muniz e Ramos. O acusado ainda portava a faca do crime. A espingarda já havia sido recolhida pela PM em frente a casa onde tudo aconteceu. Com Fidelis ainda foi encontrado um facão.
Fidelis é pai da menina Scheila, morta em 2006, com sete facadas e abusada sexualmente, próximo ao Caic. O pai foi ouvido na época apenas como testemunha. No entanto, uma faca foi encontrada na casa onde ele morava, com as mesmas características dos ferimentos de Scheila e, outros indícios levavam a crer que Fidelis poderia ter sido o autor do crime contra sua filha. Mas o caso não seguiu em frente. Fidelis não foi indiciado.
O júri será presidido pela juíza substituta, Gisele Ribeiro e terá como promotor de justiça, Rodrigo Silveira de Souza e como advogado de defesa, Marcia Helena da Silva. O Conselho de Sentença será composto pelo júri formado por sete caçadorenses. De acordo com a promotoria esse é mais um dos casos que têm urgência em ser concluído no município, já que o todo acusado de crime hediondo, ao contrário dos acusados de outros crimes comuns, não pode responder o processo em liberdade. Tem de ficar preso até o julgamento do processo.





