3 de outubro de 2026
Rebelião

Obras no Presídio vão alcançar R$ 100 mil

Estragos foram causados há 20 dias durante rebelião de 118 presos

Por Estela Andrades/Jornal Folha da Cidade

Estragos foram causados há 20 dias durante rebelião de 118 presos

Mais 30 dias serão necessários para que o Presídio Regional de Caçador volte ao seu funcionamento normal. Grades estão sendo reforçadas e novos corredores criados. Hoje 123 detentos ocupam a instituição

Desde a rebelião ocorrida no dia 20 de dezembro, o Presídio Regional de Caçador está em obras. Das 24 celas destruídas, apenas uma ala está sendo reformada. De acordo com o administrador da instituição, Rovílio Ficagna, somente quando esta ala estiver concluída é que os outros espaços do Presídio serão reformados. “Dessa forma garantimos a segurança do local”. Todos os detentos estão distribuídos nas outras duas alas para que a equipe de construção possa trabalhar sem problemas.

A segurança no local está sendo estudada e grades estão sendo reforçadas

Fotos: ESTELA ANDRADES/FOLHA

Atualmente, 123 detentos estão na instituição, sendo que, 48 foram transferidos. Para que toda a reconstrução do Presídio seja concluída serão necessários mais 30 dias. “Além do que foi destruído, estamos melhorando a segurança do local. Grades estão sendo reforçadas e o pátio, onde a rebelião iniciou, está sendo reestruturado. Vamos fechá-lo com grades criando um corredor de acesso as celas”, explica Ficagna.

Novas câmeras de segurança também serão implantadas. Cerca de R$ 60 mil, oriundos da iniciativa privada, já foram gastos com as novas grades, outros R$ 10 mil com mão de obra e R$ 15 mil que a Secretaria de Desenvolvimento Regional está investindo em material de construção. 48 colchões serão repostos, como também cadeados, entre outros matérias que foram destruídos na rebelião. A obra poderá custar em torno de R$ 100 mil.

Câmeras de segurança serão recolocadas

O pátio, onde iniciou a rebelião, será modificado e um corredor com grade será implantado

Por enquanto a entidade está trabalhando em ritmo lento. As visitações estão sendo controladas. “Pedimos a compreensão da comunidade nesse sentido. Não há possibilidade de abrirmos o Presídio para visitação total. Estamos em obras e não há espaço para os familiares ficarem sem comprometer a sua segurança”, reforça o administrador.

NOVIDADES DA INSTITUIÇÃO

Para 2008, Rovílio Ficagna pretende modificar o dia-a-dia do Presídio Regional de Caçador. “Vamos trabalhar para que novas surpresas não aconteçam. Vamos reduzir o número de pessoas no pátio e vamos controlar o tipo de detento que ficará na instituição”, comenta.

Um diagnóstico clínico está sendo levantado com cada detento. “Já fazia parte do nosso trabalho prestar atendimento de saúde. Porém, devido as acusações levantadas pelos detentos em cartas escritas para a juíza Lívia Rocha Cobalchini, estamos criando esse levantamento sobre a saúde de casa presidiário”. Esse relatório já está quase concluído, restando menos de 20% da população carcerária ser entrevistada e consultada pela equipe médica da Secretaria de Saúde de Caçador.

Um inquérito está sendo realizado na instituição devido a rebelião de dezembro. “Todas as informações já foram levantadas. Uma sindicância está sendo instaurada e na próxima semana serão tomados os depoimentos e levantamentos necessários. Devido a essa depredação do patrimônio público, os detentos que iniciaram o tumulto podem responder processo”, esclarece Ficagna, que aproveita para agradecer as entidades que prestaram auxílio ao Presídio Regional durante a crise da rebelião.

Presídio Regional ainda guarda indícios da crise da rebelião

“A Polícia Militar de Caçador foi grande parceira nossa para colocar ordem no local. O Corpo de Bombeiros Voluntários prestou grande serviço para nossa instituição. Os servidores do Presídio, como também os servidores da Penitenciária de Florianópolis, de São Cristóvão e Chapecó, além da equipe do Deap, foram importantes para o fim da rebelião e a iniciativa privada tem nos ajudado a erguer essa instituição, se fazendo presente nas horas em que o Presídio Regional de Caçador mais precisa de ajuda”, conclui o administrador.

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