3 de outubro de 2026
Paralisação

Polícia Civil de Caçador também adere à greve

No entanto, na tarde deste sábado, 19, a paralisação foi decretada ilegal

Por Caçador Online

No entanto, na tarde deste sábado, 19, a paralisação foi decretada ilegal

A Polícia Civil de Caçador decidiu aderir à greve que a categoria está mantendo em todo o Estado. Segundo o delegado da Comarca, Luiz Antonio Piazzon, o motivo é a falta de reajuste salarial, mas também pesou a falta de efetivo. “Foi decidido, na tarde desta quinta-feira, 17, que iríamos também manter a greve colaborando com os colegas de todo o Estado”, destaca.

Ele ainda afirma que serão mantidos apenas os serviços essenciais na Delegacia de Polícia. “Estaremos atendendo a flagrantes e crimes contra a vida. Aqueles que necessitarem de outros atendimentos, deverão manter a calma e procurar-nos posteriormente”, salienta, lembrando que não é da vontade dos policiais, mas uma reivindicação justa.

Piazzon ainda revela que existe uma Lei, que determinava um aumento salarial aos policiais em 2003 e que ainda não foi cumprido pelo Governo do Estado. “Os policiais também possuem famílias e compromissos e não podem ficar mais de 4 anos sem aumento salarial”, explica.

“A falta de policiais também já foi discutida em uma audiência pública, mas é muito bonito falar que vai ser mudado e não agir em nada”, enfatiza.

No entanto, na tarde deste sábado, 19, o juiz da Vara da Fazenda Hélio do Valle Pereira acatou o pedido de ação cominatória do procurador-geral do Estado, Adriano Zanotto, decretando a ilegalidade e a abusividade da greve na Segurança Pública e determinando a volta imediata ao trabalho, sob pena de pagamento de multa diária pelas duas entidades que lideram o movimento, a Associação dos Praças da Polícia Militar (Aprasc) e o Sindicato dos Trabalhadores na Segurança Pública (Sintrasp).

Um oficial de justiça deve cumprir a decisão ainda neste sábado, comunicando as entidades sindicais.

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