3 de outubro de 2026
Florianópolis

Operação Moeda Verde prende envolvidos em processos ambientais ilegais

Por Caçador Online

Presidente da Fatma, caçadorense Carlos Kreuz, afirmou que
órgão está colaborando com a PF

Uma operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, em Florianópolis, chamada de Moeda Verde, está cumprindo mandados de prisão contra 22 acusados, entre políticos, empresários e funcionários públicos de Florianópolis, de envolvimento com processos ilegais de licença ambiental, dois deles concedidos pela Fundação de Meio Ambiente (Fatma), que é presidida pelo caçadorense Carlos Leomar Kreuz.

Segundo informações do Jornal do Almoço, da RBS TV, as investigações da Operação Moeda Verde começaram há nove meses e tinham como alvo inicial o condomínio Habitasul em Jurerê Internacional, no norte da Ilha de Santa Catarina.

Além deste, segundo Kreuz, há uma pequena central hidráulica em Indaial, que estão como alvos principais da PF. “Estamos colaborando e seremos os primeiros a contribuir para que os culpados em qualquer irregularidade sejam punidos”, destaca o presidente.

Os policiais ainda estão cumprindo mandados de prisão, ainda estão sendo realizadas buscas e apreensões em órgãos públicos, empresas e residências, expedidos em inquérito que investiga a existência de um esquema de venda de leis e atos administrativos de conteúdo ambiental e urbanístico, em favor de grandes empreendimentos na Ilha de Santa Catarina.

De acordo com Kreus, na Fatma foram apreendidos computadores para que as investigações possam prosseguir. “Entendo isso como um procedimento normal da PF e estamos a disposição para ajudar no que for preciso”, completa.

Estão sendo investigados a ocorrência de crimes contra a ordem tributária, falsificação de documentos, uso de documento falso, formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência.

Kreuz finaliza afirmando que quando assumiu a presidência da Fatma, foi informado a respeito da qualidade dos licenciamentos ambientais expedidos pelo órgão. “Assim que recebi essa informação, de que poderia haver problemas neste licenciamentos, procurei trabalhar para sanar esse problema”, destaca, afirmando que isso justifica o fato de esses processos terem sido aprovados a mais de anos.

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