As constantes reclamações de demora no atendimento do pronto socorro do Hospital Maicé motivaram uma reunião na tarde desta quinta-feira, 10, envolvendo a secretária municipal de Saúde, Dinamar Aparecida Gomes, a procuradora do Município, Roselaine de Almeida Périco e a direção do hospital.
O administrador Alan Arrais justificou que o problema não é de ordem financeira ou falta de vontade, mas que não existem profissionais disponíveis para a escala de plantão, alertando que a situação pode ainda piorar.
A secretária Dimanar Gomes explicou que a administração vem se esforçando para amenizar a situação, aumentando o horário do pronto atendimento e mais dois postos de saúde (Martelo e Nossa Senhora da Salete) até as 21 horas. “Eu sugiro que seja feita uma reunião ampliada com a gerente regional Tarciana Munaretto, para que seja encontrada uma solução, já que nossa obrigação é com a atenção básica apenas”, definiu Dinamar.
Para a direção do hospital, uma das dificuldades para contratar os médicos é a grande quantia de pacientes que se dirigem ao local, muitos sem qualquer tipo de urgência ou emergência e que deveriam ser atendidos nos postos. “Sabemos que é uma questão cultural, mas precisamos conscientizar a população para que vá ao pronto socorro apenas em casos de risco de morte”, solicitou Arrais. Outro pedido é para o aumento das Autorizações de Internação Hospitalar – AIH, que Caçador possui apenas vinte mensais, sendo motivo de grande prejuízo para o hospital.
Por não conseguir contratar mais um profissional médico para o horário a partir das 18 horas, o administrador devolveu o convênio firmado com o Município, que teve um aditivo para pagamento financeiro desta diferença.
“Agradeço a boa vontade da administração, mas não tenho como cumprir o convênio, uma vez que não consigo a contratação do médico”, ressaltou. Na próxima quarta-feira, 16, será realizada nova reunião com a presença do prefeito Imar Rocha e representantes da regional, para se buscar uma solução para o impasse.





