O engenheiro da CBB Indústria de Comércio de Asfaltos, Luiz Henrique Teixeira, apresentou, na noite desta terça-feira, 22, aos vereadores na Câmara de Caçador, algumas informações a respeito de pavimentação asfáltica. A solicitação foi feita pelo vereador Gilberto Comazzetto (PMDB) ao líder do prefeito, Sérgio D’Agostini (D25).

Teixeira apresentou um vídeo e alguns slides, mostrando como são feitas as massas asfálticas e as suas durabilidades. Um dos fatores destacados pelo engenheiro foi a de que o tempo de duração de uma pavimentação asfáltica depende muito da qualidade do trabalho que foi executado.
“São diversas etapas e todas elas têm que estar bem feitas”, assinalou Teixeira, afirmando que para rodovias, o tempo de duração do asfalto é de aproximadamente 10 anos. “Nas cidades, como o fluxo de veículos é menor, este tempo tem que ser de mais de 30 anos”, salientou.
Respondendo as perguntas
O vereador Beto Comazzetto indagou ao engenheiro a respeito da real diferença em valores do asfalto a quente e a frio. Teixeira respondeu que essa diferença chega a 20% a menos no asfalto a frio. “Trata-se de um serviço com muito mais economia, já que não é necessário o uso de tanta energia para aquecer o asfalto, além de que muitos fatores, como a temperatura no asfalto a quente, têm que ser observados. Qualquer erro, pode comprometer todo o trabalho”, completa.
O engenheiro ainda destacou que acha um desperdício asfalto usinado a quente em uma cidade. “Se eu fosse um prefeito, compraria uma usina a frio”, exemplifica ele.
Tratamento de base
Comazzetto perguntou ainda a respeito do tratamento da base do asfalto. O engenheiro destacou que a base tem que ser muito bem estruturada. “Se esta etapa não é bem feita, todo o trabalho pode ficar comprometido”, explicou. Teixeira ainda informou que Caçador tem os equipamentos básicos para se fazer pavimentação asfáltica.
“O que podemos notar então, é que o asfalto feito em Caçador teve algum problema, já que a durabilidade dele é pequena”, enfatizou Comazzetto, afirmando que em muitos editais, está se cobrando o asfalto a quente, quando é feito a frio, com valor bem menor.
"As pessoas nos cobram e por isso, precisamos entender estas diferenças”, enfatizou, agradecendo o engenheiro pela disponibilidade.
D’Agostini agradeceu, em nome da sua bancada na Câmara, pelas explicações. “Nunca entendi nada de asfalto e agora, um pouquinho pelo menos já posso compreender”, destaca, afirmando que fez o pedido para a vinda do técnico, depois das solicitações que teve.





