O comerciante Assis Pereira, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em Caçador, no ano de 1983, entregou nesta segunda-feira (21), à direção da sigla, seu pedido de desfiliação. Ele deixou o partido descontente por não ter conseguido colocar em prática seu projeto de unificação dos partidos de oposição em Caçador em torno de um só projeto. Também o acompanhou sua esposa Glaci Aparecida Cardoso dos Santos. Na última eleição Assis foi candidato a prefeito pela coligação PT-PDT e fez 13.631, ficando atrás do prefeito Saulo Sperotto por menos de 900 votos.
Ele comenta que vinha trabalhando pela coligação do PT com partidos como o PMDB desde 2005, quando saiu derrotado nas urnas. “Fazíamos isso por entender que com essa coligação teríamos dois fatores primordiais na atual disputa. Primeiro é que essa união contribuiria para a viabilidade eleitoral. Em segundo lugar, pela possibilidade de construir um governo para ficar marcado na história de Caçador. Isso porque estaríamos unindo dois dos principais partidos (PT e PMDB), que comandam as administrações estadual e federal”, comenta.
Porém, internamente, Assis encontrou desde 2005, resistências para colocar o projeto em prática e decidiu se desfiliar da sigla. “Assumi essa postura por entender que os projetos que beneficiam a comunidade sempre têm que estar acima dos interesses pessoais. Mas, algumas alas internas do PT não entenderam e não aceitaram essa aliança para formar um projeto maior para o município. Por isso não sobrou alternativa, a não ser me desfiliar do partido”, diz.
O comerciante informa que ainda não pretende se filiar a outro partido político. Diz que vai acompanhar as eleições municipais e fazer a decisão ao seu término.
Ele finaliza dizendo que não guarda ressentimentos dos antigos companheiros do PT. “Não sou homem de guardar ressentimentos. Tenho lá muitos amigos e amigas e aprendi muito na política com pessoas que compõem o PT”, fala. “Porém, também existem alguns líderes, com os quais tenho divergências de idéias no campo político, que vêem acumuladas desde a disputa eleitoral das prévias internas das eleições de 2004. Considero a todos importantes na construção do processo democrático e os respeito como cidadãos e como líderes políticos que são”, encerra.





