As conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito, que entregou o relatório final na semana passada, apontando para a prática de várias ilegalidades e sugerindo inclusive a cassação e perda dos direitos políticos do prefeito Saulo Sperotto (PSDB) e do vice Lucir Christ (PP) gerou vários comentários na sessão desta terça-feira.
Todos salientaram a seriedade dos trabalhos e que os dados foram apontados pelos integrantes da administração através de depoimentos.
O primeiro a se manifestar foi Alcedir Ferlin (PMDB) dizendo que a CPI preferiu agir com discrição e não fazer estardalhaço, só revelando as conclusões depois de todo trabalho realizado.
“No tempo do PMDB realmente existiam os descontos, mas o dinheiro ia para a conta do partido, que prestava contas e não era trocado no caixa e dado outro destino como agora”, declarou.
O vereador Marcos Creminácio (PT) salientou que o prefeito utilizou o programa institucional da Prefeitura no sábado para defender o pagamento de sua conta, utilizando expressões ofensivas contra os vereadores.
Como relator, Creminácio reforçou que tudo que está no relatório foi dito pelos depoentes e que mesmo depois de publicados os depoimentos no jornal, ninguém questionou nada, porque sabem que está tudo gravado e assinado.
O presidente da CPI, Gilberto Comazzetto (PMDB), disse que participou das quatro comissões formadas nessa legislatura e todas foram puramente técnicas, sem cunho político partidário.
“Se eu fosse vereador no tempo do Menta e soubesse de alguma irregularidade, agiria da mesma forma, pois não costuma fechar os olhos pra desmandos”, disse.
O presidente Jorge Savi (PPS) concluiu dizendo que toda ação gera uma reação e que a Câmara simplesmente apurou as denúncias que chegaram até ela e que a oportunidade de participação foi dada a todos, mas as bancadas do PP e DEM se recusaram participar da composição da CPI.
“Eu mesmo coloquei minha vaga a disposição se alguém tivesse interesse”, relembrou.
O líder do prefeito, Sérgio D´Agostini se limitou a dizer que os descontos eram feitos também na administração passada.





