3 de outubro de 2026
Investigação

CPI aponta que Financiamento de campanha não foi apresentado oficialmente

Por Caçador Online

Os dirigentes dos partidos políticos que participaram da coligação que elegeu Saulo Sperotto (PSDB) e Lucir Christ (PP) nas eleições municipais de 2004 declararam que realmente houve um financiamento para a eleição, num valor aproximado de R$ 72 mil. As informações foram prestadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga denúncia de irregularidades nos descontos em folha de pagamento de servidores comissionados e com funções gratificadas.

Segundo o ex-presidente do Partido Progressista, Carlos Júlio Luhrs, a dívida nunca foi apresentada oficialmente e que por conta disso, os valores arrecadados em 2005 e início de 2006 não foram repassados ao PP, indo diretamente para a conta do CESC.

Disse que sua preocupação era de que a dívida fosse paga o quanto antes, pois como presidente do partido, não queria deixar débitos pendentes. No entanto, segundo seu depoimento, várias vezes ele questionou o prefeito, mas este dizia que iria verificar, pois a responsabilidade do pagamento estava em boas mãos.

O ex-presidente do então PFL, Sérgio D´Agostini (D25) também afirmou que o valor da dívida era de R$ 72 mil e que havia vários credores e quem prestava contas era Bruno Reichert, que havia ficado responsável pela coordenação da campanha.

D’Agostini salientou ainda que houve um acordo verbal entre os partidos integrantes da coligação e que o prefeito Saulo Sperotto nomeou alguém posteriormente para cuidar da quitação da dívida e Reichert passou apenas a informar os partidos.

Depois que os descontos passaram a ser feitos pela Associação dos Servidores Públicos Municipais, os valores passaram a ser repassados em espécie por Antonio Castilho, depois que os cheques já tinham sido trocados.

Para o presidente da CPI, Gilberto Comazzetto (PMDB) este recurso deve ter sido declarado pela coligação ao Tribunal Regional Eleitoral durante a prestação de contas e que o próximo passo será esta investigação. 
 
Relembre o caso

- Vereadores recebem denúncia de irregularidades no desconto das folhas de pagamento.

- Pela documentação, verificam que o CESC não existe e que foi uma entidade criada apenas para destinar o dinheiro arrecadado.

- Em seguida, descobrem que a Associação dos Servidores Públicos também foi utilizada no esquema e ficava com porcentagem do dinheiro.

- Com a cópia dos cheques em mãos, verificam que servidores trocavam os cheques antes de repassá-los aos partidos.

- Ernani Fezer e Maria Cecília Stefanes trocam acusações durante acareação sobre quem trocava os cheques.

- Presidentes de partidos reconhecem a dívida, que segundo eles, gira em torno de R$ 72 mil.

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