3 de outubro de 2026
Impasse

Decisão sobre situação da Câmara só na quarta

Vereadores da base do prefeito não definiram se aceitam ou não proposta

Por Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores

Vereadores da base do prefeito não definiram se aceitam ou não proposta

Uma coisa ficou clara na reunião que aconteceu na tarde de ontem, reunindo os dez vereadores e o prefeito Saulo Sperotto (PSDB): todos estão preocupados com o impasse judicial, que suspendeu a eleição da presidência e anulou a formação das Comissões Técnicas.

Um encontro posterior reuniu apenas os vereadores, na tentativa de um acordo interno, que poderá sair amanhã, devendo a ação ser retirada na Justiça, se a base aliada do prefeito aceitar a proposta feita pela oposição ainda na semana passada.

O prefeito afirmou no encontro que não queria e nem poderia interferir nos trabalhos internos da Câmara, mas que estava preocupado com a paralisação das matérias.

O presidente em exercício, Deoclides Sabedot (PMDB), afirmou que o problema foi gerado pelo Mandado de Segurança impetrado pelos vereadores do PP e DEM. A juíza da 2ª Vara suspendeu a eleição de Jorge Savi (PPS) para presidência e anulou todos os seus efeitos, incluindo as comissões.

Alcedir Ferlin (PMDB) afirmou que não se pode votar nenhuma matéria, sem que esteja com os pareceres dessas comissões e que a melhor solução seria encontrar uma saída internamente para não prejudicar a comunidade.

Antonio Gilberto Gonçalves (PT) afirmou que a demanda jurídica pode se arrastar por meses, pois independente da decisão da magistrada, caberá recurso da parte perdedora. “Existem inclusive projetos de origem do Legislativo que precisam ser votados”, analisou, pedindo pela conciliação.

Depois da reunião, o prefeito Saulo Sperotto e assessores se retiraram, deixando com que os vereadores pudessem debater a situação internamente. Segundo Deoclides Sabedot, os encaminhamentos avançaram bastante e amanhã uma decisão final pode ser tomada, com os trabalhos sendo retomados normalmente.

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