4 de outubro de 2026
Investigação

Dirigentes partidários afirmam que não ficaram com recursos em 2005

Por Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores

Dirigentes de partidos políticos que fazem parte da base de sustentação do prefeito Saulo Sperotto (PSDB) foram ouvidos em depoimento pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal, que investiga denúncias em descontos em folha de pagamento.

Todos foram unânimes em afirmar que conheciam a prática, mas que não receberam nada dos valores durante o ano de 2005, quando os descontos eram feitos através do CESC.

Segundo o ex-presidente do Partido Progressista, Carlos Luhrs, os valores eram descontados, mas ficavam com o CESC, que administrava a verba, que segundo ele, era utilizada para liquidação de dívidas resultantes da campanha eleitoral.

Que as dívidas eram em nome da coligação e só depois de liquidadas, os partidos começaram a receber os valores em 2006. Todos eles confirmaram que depois que a Associação dos Servidores Públicos Municipais começou a repassar o dinheiro, o presidente da entidade trocava os cheques e ficava com 5% a título de comissão.

Neusa Maria Suzin Gallina do PSDB, confirmou a informação, dizendo que isso foi fruto de um acordo entre todos os partidos, até que toda dívida fosse quitada, para só depois o dinheiro ser rateado.

Falou que recebia os valores em espécie e que o mesmo variava conforme o mês e era depositado em conta corrente. Disse que no Governo do Estado também contribuía, mas que não era através de desconto em folha de pagamento.

A Comissão ainda ouviu os depoimentos de: Dorvílio Buffon (PP), Sérgio D´Agostini (DEM) e Luiz Antonio Bordignon (PSDB), que confirmaram todas as informações. Na próxima semana, novas testemunhas serão intimadas, pois foram citadas nos depoimentos e o presidente da CPI Gilberto Comazzetto (PMDB) não descarta uma acareação entre alguns envolvidos.

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