3 de outubro de 2026
Contribuições

CPI afirma que CESC é um órgão fantasma

Por Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), formada na Câmara de Vereadores para investigar denúncias sobre descontos na folha de pagamento ouviu ontem os quatro primeiros depoimentos sobre o caso.

Os depoimentos não conseguiram explicar a existência do CESC, órgão que recebia os recursos no primeiro ano da administração Saulo Sperotto e os vereadores chegaram à conclusão de que o mesmo não existe.

O presidente da CPI, Gilberto Comazzetto (PMDB), revelou que todos disseram que a prática era feita também na administração anterior, destinando recursos para os partidos políticos, através do desconto em folha.

“Não estamos questionando o ato, mas a maneira como isso ocorria, fugindo totalmente dos trâmites exigidos por Lei”, afirma. Os cheques deveriam ser nominais aos partidos e estes, por sua vez, deveriam depositar em suas contas para posterior prestação ao Tribunal Regional Eleitoral.

Segundo ele, os cheques eram endossados por servidores da própria administração e descontados na boca do caixa. “Decidimos chamar os responsáveis pelos partidos políticos, para que expliquem como conseguiram fazer a contabilidade destes valores”, definiu.

Os depoimentos devem acontecer na quinta-feira, 13. O que chamou a atenção da Comissão é que os cheques eram de alto valor e trocados na boca do caixa, sem exigência de documentação do beneficiário, de acordo com a Lei.

O presidente da Associação dos Servidores Públicos Municipais, Antonio Castilho, afirmou que de cada cheque recebido, a entidade ficava com 5% do valor, como uma comissão por ceder o nome para as transações. Na contabilidade da associação, consta apenas este percentual e não o valor total do cheque, como deveria, uma vez que saía da Contabilidade da Prefeitura de forma nominal como repasse.

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