A folha de pagamento do funcionalismo municipal está garantida com a aprovação do projeto de lei encaminhado em regime de urgência pela Prefeitura e votado ontem em duas sessões extraordinárias, anulando mais de dois milhões do orçamento. Na semana passada, projeto semelhante havia sido rejeitado em primeira votação, fazendo com que o prefeito pedisse sua retirada, pois anulava 295 mil reais da Agricultura.
Durante a votação, os vereadores criticaram a postura do secretário municipal Darci Ribeiro dos Santos, que tentou confundir a comunidade agrícola, para justificar o erro. “Ele disse que fizemos politicagem, mas isso quem faz é ele, que concorda que retirem recursos da sua pasta e depois nega, mesmo diante da documentação”, assinalou Alcedir Ferlin (PMDB). Ele sugeriu que a Mesa Diretora convoque Ribeiro, para que faça uso da tribuna e explique suas declarações no programa de rádio da Prefeitura.
O presidente Gilberto Gonçalves (PT) lamentou também as declarações do secretário, afirmando que nunca se falou em audiência pública, mas que a sessão que debateu a comercialização de produtos foi ordinária, com alguns convidados. Ele lembra que deixou a palavra livre e ninguém quis se pronunciar. “Ele conhece, ou deveria, o Regimento Interno da Câmara para saber a diferença entre uma sessão ordinária e uma audiência pública” destacou.
Pela nova redação, os recursos foram suplementados através de superávit financeiro, não necessitando ser retirado de outra fonte. Os vereadores Marcos Creminácio (PT) e Gilberto Comazzetto (PMDB) mantiveram o posicionamento contrário. Deoclides Sabedot (PMDB) justificou, lembrando que havia se comprometido com o prefeito em exercício Lucir Christ (PP) de que mudaria o voto, se os recursos da agricultura fossem mantidos.
Durante as sessões extraordinárias foram aprovados projetos doando imóvel para a Empresa Guararapes Painéis LTDA e concedendo certificado de Utilidade Pública para a Escola Municipal de Educação Básica Morado do Sol.





