O Promotor de Justiça de Caçador, responsável pela Moralidade Pública, Belmiro Hanisch Júnior, encaminhou correspondência para a Câmara de Vereadores, sobre duas representações encaminhadas pelos vereadores contra o prefeito Saulo Sperotto (PSDB).
Sobre a contratação da Impressora Universal para publicação de atos oficiais, foi instaurado Inquérito Civil, que visa apurar possível incompatibilidade de exercício de cargo público e a prorrogação de contrato derivado de licitação de forma ilegal. A outra denúncia, sobre o aluguel de um imóvel de uma irmã da secretária Loely Bellaver, foi arquivada.
A denúncia do imóvel surgiu depois que a Prefeitura, através do processo de dispensa de licitação, alugou um imóvel onde funcionaria um projeto social denominado Horizonte, que atenderia menores. Os vereadores entenderam que tinha havido direcionamento no processo, pois a casa pertencia a Cely Maria Bellaver Arl, irmã da titular da pasta que administraria o programa. A Prefeitura ainda teria que reformar o imóvel com seus recursos e pagar um aluguel considerado acima do valor de mercado, em 800 reais mensais.
Em seguida, o Município decidiu revogar o polêmico decreto, justificando que os moradores haviam feito um abaixo-assinado, protestando contra a instalação do referido projeto naquele local, recebendo inclusive dois meses de aluguel que haviam sido pagos de forma antecipada. Com base nesta decisão, o Ministério Público decidiu arquivar o processo.
Indícios de irregularidades no processo licitatório que apontou a Impressora Universal, de propriedade do vereador Telmo Francisco da Silva(PP), como ganhadora para publicação de atos oficiais da Prefeitura, gerou a outra representação no Ministério Público contra o prefeito Saulo Sperotto (PSDB). A Constituição Federal e a Lei Orgânica do Município vedam que qualquer agente político, depois de diplomado pela Justiça Eleitoral, firme ou mantenha contrato com o Município, autarquias, fundações ou empresas públicas.





