3 de outubro de 2026
Impasse

Câmara propõe adequação da Lei para auxiliar produtores

Sessão com plenário lotado teve três horas de discussãoIm

Por Caçador Online

Sessão com plenário lotado teve três horas de discussão

Explicações, divergências, vaias e aplausos marcaram a sessão desta segunda-feira 19, destinada a discussão da questão das fiscalizações realizadas na feira livre há alguns dias. Com plenário lotador por produtores rurais, representantes da Vigilância Sanitária, o promotor Osvaldo Cioff Junior e os vereadores debateram a respeito dos procedimentos adotados para que a fiscalização acontecesse.

“Não trata-se de eu ser contra os produtores rurais. O que temos que fazer é colocar a lei em prática e essa foi a nossa ação”, defende-se a responsável pela Vigilância Sanitária em Caçador, Cristina do Amaral.

O promotor também destacou que não conhece nenhum dos produtores e que não haveria nenhum motivo para fazer mal a eles. “Não existe outra opção, se os produtos estão irregulares, nós precisamos tirá-los de circulação”, afirma, salientando que não se está afirmando que os produtos são ruins, mas que sim, são de origem duvidosa.

Já o presidente da casa, Antonio Gilberto Gonçalves (PT), solicitou que as autoridades responsáveis se unam para adequar a situação dos produtores. Ele afirma que é necessária uma ação rápida para que se possa resolver a questão. “Vamos então, analisar a Lei, juntamente com a Vigilância Sanitária, Secretaria de Agricultura, Prefeitura e Câmara de Vereadores, além dos sindicatos responsáveis para que encontrar a solução”, completa.

O promotor Cioff Junior ainda afirmou que o que se deve fazer agora é diminuir os discursos e colocar em prática o que for aqui decidido. O prefeito em exercício, Lucir Telmo Christ, afirmou que a Prefeitura será parceira para que as adequações sejam feitas, beneficiando os produtores.

Abaixo-assinado entregue
O representante dos feirantes, Hans Muller, entregou, ao final da sessão, um abaixo assinado de 1600 assinaturas de pessoas que concordam com a volta das atividades normais da feira livre, nos mesmos moldes de como estava até o dia da fiscalização da Vigilância Sanitária, Cidasc e Ministério Público.

“Se não se tomar uma providência, o resultado será visto nas próximas eleições”, ameaça Muller, apoiado pelos produtores presentes na sessão.

Mais notícias