Sessão com plenário lotado teve três horas de discussão
Explicações, divergências, vaias e aplausos marcaram a sessão desta segunda-feira 19, destinada a discussão da questão das fiscalizações realizadas na feira livre há alguns dias. Com plenário lotador por produtores rurais, representantes da Vigilância Sanitária, o promotor Osvaldo Cioff Junior e os vereadores debateram a respeito dos procedimentos adotados para que a fiscalização acontecesse.
“Não trata-se de eu ser contra os produtores rurais. O que temos que fazer é colocar a lei em prática e essa foi a nossa ação”, defende-se a responsável pela Vigilância Sanitária em Caçador, Cristina do Amaral.
O promotor também destacou que não conhece nenhum dos produtores e que não haveria nenhum motivo para fazer mal a eles. “Não existe outra opção, se os produtos estão irregulares, nós precisamos tirá-los de circulação”, afirma, salientando que não se está afirmando que os produtos são ruins, mas que sim, são de origem duvidosa.
Já o presidente da casa, Antonio Gilberto Gonçalves (PT), solicitou que as autoridades responsáveis se unam para adequar a situação dos produtores. Ele afirma que é necessária uma ação rápida para que se possa resolver a questão. “Vamos então, analisar a Lei, juntamente com a Vigilância Sanitária, Secretaria de Agricultura, Prefeitura e Câmara de Vereadores, além dos sindicatos responsáveis para que encontrar a solução”, completa.
O promotor Cioff Junior ainda afirmou que o que se deve fazer agora é diminuir os discursos e colocar em prática o que for aqui decidido. O prefeito em exercício, Lucir Telmo Christ, afirmou que a Prefeitura será parceira para que as adequações sejam feitas, beneficiando os produtores.
Abaixo-assinado entregue
O representante dos feirantes, Hans Muller, entregou, ao final da sessão, um abaixo assinado de 1600 assinaturas de pessoas que concordam com a volta das atividades normais da feira livre, nos mesmos moldes de como estava até o dia da fiscalização da Vigilância Sanitária, Cidasc e Ministério Público.
“Se não se tomar uma providência, o resultado será visto nas próximas eleições”, ameaça Muller, apoiado pelos produtores presentes na sessão.





