Com a pauta liberada depois da aprovação da LDO, foi para segunda discussão e votação na Câmara, projeto de autoria do executivo, anulando dotação orçamentária no valor de 536 mil reais. A verba estava destinada anteriormente para pavimentação de ruas em bairros, implementação de incubadora tecnológica e construção de pista de arremates no Parque de Exposições. Os vereadores Alcedir Ferlin, Deoclides Sabedot e Gilberto Comazzetto, todos do PMDB e Marcos Creminácio (PT), votaram contra.
Dizendo que votaria contra porque a população não foi ouvida, Beto Comazzetto criticou a administração municipal, que prometeu segundo ele, pavimentação asfáltica de graça nos bairros e agora retira o pouco de verba que te para o setor. “A cobrança daquele asfalto que foi feito no Martelo já foi publicada e a maioria daquela população não tem nem idéia como fará para saldar a dívida com a Prefeitura”, mencionou.
Marcos Creminácio afirmou que a equipe da Prefeitura não tem planejamento, deixando de fazer obras importantes e depois pede a anulação, por não ter mais tempo para realizar as obras. O vereador Telmo Francisco Silva (PP) afirmou que sempre haverá modificações no orçamento e que essa é uma prática de vários gestores, como prefeitos, governadores e presidente da República. “É uma questão técnica”, definiu.
Para o vereador Alcedir Ferlin (PMDB), como as obras anuladas foram retiradas de audiência pública, deveriam apresentar uma justificativa, apontando o destino das verbas, mas isso não ocorre. “O prefeito sabe que precisa ter o dinheiro garantido antes de contrair dívidas mas aqui é o contrário. Ele se compromete e depois manda projetos anulando dotações para poder cumprir os compromissos”, declarou Ferlin.
Com o voto decisivo, o vereador Jorge Savi (PPS) afirmou que manteria seu voto pela aprovação, por entender que o prefeito não conseguiria realizar as obras orçadas até o final de dezembro, decretando a aprovação do projeto por cinco votos a quatro.





