As anulações orçamentárias propostas pelo Executivo Municipal foram amplamente questionadas pelos vereadores das bancadas da oposição na sessão desta segunda-feira. Os motivos apresentados estão, entre outros, ligados a questão do planejamento por parte da Administração com relação aos gastos públicos anuais.
O vereador Deoclides Sabedot, do PMDB, se declarou contrário a essas anulações. “Temos os planos feitos para o orçamento anual e chega nesta época do ano, começam anular verbas de determinados lugares para se investir em outras coisas”, salienta.
Ele ataca novamente a construção do portal na entrada da cidade, afirmando que para a Casa do Mel, que é uma obra necessária para os apicultores de Caçador, estão sendo anulados R$ 40 mil e para esta obra que nada vai somar, serão investidos mais de R$ 400 mil. “Trata-se de um local para beneficiamento do produto que é do Município. O interessante é que o mel foi incluído na merenda escolar, mas é comprado de outras cidades, porque o nosso não pode ser vendido. Isso seria resolvido com a Casa do Mel”, frisa.
O também peemedebista Beto Comazzetto foi enfático em dizer que deve-se trazer os apicultores até a Câmara de Vereadores e pedir se eles concordam com o projeto de anular as verbas para esta construção. “Infelizmente, com atitudes como estas, vemos que a administração coloca essas reivindicações abaixo deles”, salienta.
Comazzetto lembra ainda que uma das anulações orçamentárias refere-se a construção do Terminal Urbano. “São R$ 300 mil que estão sendo pedidos para anular. Além disso, os projetos nem especificam de uma forma clara para que estas anulações serão destinadas”, desabafa.
Sérgio D´Agostino defende a Administração, afirmando que com relação a Casa do Mel, houve uma conversa com o presidente da Associação dos Apicultores e se entrou em um consenso para que houvesse um repasse menor de verbas. “Eles terão uma quantia em haver com a Prefeitura para quando necessitarem utilizar”, justifica.
Além disso, acerca do Terminal, D´Agostini diz ser contrário a disponibilização de recursos para a construção. “Eu acho que a Prefeitura não deveria gastar com isso, já que a responsabilidade deveria ser da empresa vitoriosa da licitação e esse dinheiro pode ser aplicado em outra obra”, diz.





