3 de outubro de 2026
Dinheiro público

Anulações orçamentárias questionadas pelo Legislativo

Por Caçador Online

As anulações orçamentárias propostas pelo Executivo Municipal foram amplamente questionadas pelos vereadores das bancadas da oposição na sessão desta segunda-feira. Os motivos apresentados estão, entre outros, ligados a questão do planejamento por parte da Administração com relação aos gastos públicos anuais.

O vereador Deoclides Sabedot, do PMDB, se declarou contrário a essas anulações. “Temos os planos feitos para o orçamento anual e chega nesta época do ano, começam anular verbas de determinados lugares para se investir em outras coisas”, salienta.

Ele ataca novamente a construção do portal na entrada da cidade, afirmando que para a Casa do Mel, que é uma obra necessária para os apicultores de Caçador, estão sendo anulados R$ 40 mil e para esta obra que nada vai somar, serão investidos mais de R$ 400 mil. “Trata-se de um local para beneficiamento do produto que é do Município. O interessante é que o mel foi incluído na merenda escolar, mas é comprado de outras cidades, porque o nosso não pode ser vendido. Isso seria resolvido com a Casa do Mel”, frisa.

O também peemedebista Beto Comazzetto foi enfático em dizer que deve-se trazer os apicultores até a Câmara de Vereadores e pedir se eles concordam com o projeto de anular as verbas para esta construção. “Infelizmente, com atitudes como estas, vemos que a administração coloca essas reivindicações abaixo deles”, salienta.

Comazzetto lembra ainda que uma das anulações orçamentárias refere-se a construção do Terminal Urbano. “São R$ 300 mil que estão sendo pedidos para anular. Além disso, os projetos nem especificam de uma forma clara para que estas anulações serão destinadas”, desabafa.

Sérgio D´Agostino defende a Administração, afirmando que com relação a Casa do Mel, houve uma conversa com o presidente da Associação dos Apicultores e se entrou em um consenso para que houvesse um repasse menor de verbas. “Eles terão uma quantia em haver com a Prefeitura para quando necessitarem utilizar”, justifica.

Além disso, acerca do Terminal, D´Agostini diz ser contrário a disponibilização de recursos para a construção. “Eu acho que a Prefeitura não deveria gastar com isso, já que a responsabilidade deveria ser da empresa vitoriosa da licitação e esse dinheiro pode ser aplicado em outra obra”, diz.

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