Os plantões das farmácias de Caçador, que geraram há poucos dias uma enorme discussão entre os proprietários dos estabelecimentos, voltaram a pauta na Câmara de Vereadores.
O problema apontado agora foi o da localização das duas farmácias que ficam abertas para atender a comunidade. “Quem fez a escala dos plantões é prepotente. Isso não está certo, mas segundo essa pessoa tudo está de forma muito correta”, afirma o presidente da casa, Antonio Gilberto Gonçalves (PT), lembrando que a distribuição dos plantões não atende os interesses da população.
Segundo ele, atitudes como essas desse funcionário são normais dentro da administração Saulo e Lucir. “Não nos surpreende nada do que está acontecendo”, completa.
Já Deoclides Sabedot, do PMDB, foi mais enfático quando disse que o sistema de plantões por sorteio é “burrice de quem fez”. “Uma farmácia ficando do lado da outra vai beneficiar a quem? As pessoas têm que vir dos bairros mais distantes para procurar duas farmácias de plantão, uma de um lado do rio e outra do outro. Mas segundo o criador deste sistema, elas estão em bairros diferentes”, afirma o vereador.
Jorge Savi, do PPS, também salientou que foi procurado pelos farmacêuticos que estão descontentes com o sistema que está sendo utilizado. “Para eles, não vale a pena manter suas portas abertas com um estabelecimento próximo do outro”, explica.
O líder do governo, vereador José Carlos dos Santos, destacou que essa questão é preocupante e que a maneira como está sendo conduzida também não tem a sua aprovação.
Faixas de pedestres e pontos de ônibus
Na pauta das discussões, entraram também as situações dos pontos de ônibus e das faixas de segurança dos pedestres. “Em muitas ruas, as faixas já não existem mais, pois estão apagadas e em outros locais, onde são necessárias, elas nunca foram colocadas”, destaca Neri Vezaro, do PMDB.
“Não entendo como o setor competente não nota que isso está acontecendo. É necessário refazer todas essas faixas e ainda fazer uma análise para ver onde novas deverão ser colocadas”, assinala.
A respeito dos pontos de ônibus, o vereador enfatizou que eles estão em péssimo estado de conservação. “Nas principais ruas de Caçador, esses abrigos estão praticamente destruídos”, diz.
Marcos da Silva Creminácio, do PT, afirmou que desde que entrou na Câmara, sempre cobrou essa questão. “Além disso, o que temos trabalhado é para que seja construído também um terminal de ônibus para facilitar a vida dos cidadãos caçadorenses”, salienta. Creminácio diz que, em conversa com o secretário de Fazenda, Nereu Baú, houve a garantia de que, assim que licitação para o transporte coletivo for definida, a situação deverá mudar.
“No projeto, deve haver um compromisso da empresa que vencer esse processo, construir o terminal, já que há uma anulação orçamentária que é destinada para este setor, mas que só poderá ser liberada assim que isso for realmente definido”, destaca Creminácio.





