Quantia aplicada na construção foi mais uma vez motivo de controvérsia
A construção do portal turístico na entrada de Caçador, na SC 302, mais uma vez foi pauta das discussões na Câmara de Vereadores. A oposição bateu na questão dos altos investimentos para a elaboração de uma obra que “não seria de utilidade para a população da cidade”.

“Me falaram essa semana que esse portal vai trazer mais turismo para o município. Só se ele for muito lindo para que isso aconteça e que as pessoas venham aqui só para visita-lo”, ironiza o vereador Deoclides Sabedot, do PMDB.
Ele destaca que o que preocupa não é o investimento, mas a maneira como ele está sendo realizado. “Nosso dinheiro está sendo muito mal aplicado pela Administração Municipal. Concordo que o Estado, através do Funturismo contribuiu com R$ 100 mil, mas o município entrou com uma contrapartida de R$ 300 mil. O que eu queria saber é se no projeto das lixeiras, que serão colocadas pela CDL, a Prefeitura entrou com alguma verba”, indaga Sabedot.
Para o vereador Beto Comazzetto, esse portal é uma brincadeira de mau gosto da Administração Pública. “Já apresentei aqui que, com o dinheiro usado nesta obra, daria para se comprar 75 mil tubos, que poderiam ser utilizados para a parte de esgoto e escoamento das águas fluviais em Caçador”, completa o peemedebista.
Situação se defende
Sérgio D´Agostini, do DEM, utilizando a palavra livre no final da sessão, destacou que espera que não aconteça com a construção do portal a mesma coisa que aconteceu com a obra da Câmara de Vereadores. “Quando esta casa estava sendo construída, muitos criticaram, mas depois viram a sua utilidade”, compara o vereador, salientando que a obra ficará muito bonita.

D´Agostini afirma também que diversas cidades menores possuem portais e que os moradores aprovam a sua instalação. “Agora, se tem um lixão, uma favela na entrada da cidade é culpa do prefeito e se vai construir um portal, o dinheiro é mal utilizado”, completa o vereador da situação, defendendo a administração do prefeito Saulo Sperotto.
“Mesmo que haja críticas a respeito dessa situação, mas é uma realidade que ainda falta mais de um ano de mandato para o líder do Executivo. Poderemos fazer as nossas críticas apenas quando as coisas prometidas não forem realmente concretizadas, ou seja, depois do último dia do ano de 2008”, salienta, usando um bordão da campanha do presidente Lula: “Deixa o homem trabalhar”.





