Em mais de um ano de investigações, Comissão aponta diversas falhas
Exatamente um ano e um mês depois de iniciadas as investigações a respeito de algumas possíveis falhas em alguns programas do Governo Federal, geridos pelo Bem-estar Social de Caçador, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) entregou um relatório final de todos os trabalhos realizados neste período.

O relatório final aponta para uma falta de organização na condução dos trabalhos dos gestores dos programas Bolsa Família e de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), devido a diversas irregularidades existentes, como cadastros incompletos e pessoas que já não moram mais em alguns endereços.
Mais de 1900 famílias foram analisadas. Somente em uma amostragem de 59 famílias, 5 pessoas haviam mudado de endereço e 14 estavam com os cadastros incompletos, comprovando irregularidade. Além disso, diversas pessoas recebem benefícios dobrados do Bolsa Família e algumas recebiam tanto do Bolsa Família quando do PETI. Isso, segundo o relatório e as normas federais estabelecidas pelos programas, é irregular.
Segundo apontou também o relatório, nem as visitas das assistentes sociais estão sendo realizadas, como foi comprovado pelos depoimentos dos beneficiários dos programas. “Nunca vieram me visitar. Meu filho, tem 19 anos e ainda recebo por ele”, disse em depoimento à CPI, Maria Clair dos Santos Moreira.
Para o presidente da Comissão, vereador Jorge Savi, a demora em se concluir o relatório se deu devido às diversas trocas em seus membros e à demora por documentos pedidos pela Câmara a outros órgãos, como a Caixa Econômica Federal. “Foram investigadas as denúncias de desvios de dinheiro do Bolsa Família, do PETI, a compra fraudulenta de passagens e de recursos ilícitos para compra de cestas básicas”, enfatiza o presidente, agradecendo a todos os vereadores e aos funcionários da Câmara, que trabalharam em prol do resultado mais correto.





