4 de outubro de 2026
Paralisação

Segurança Pública decreta fim da greve

Mesmo assim, Câmara de Caçador aprova moção de apoio ao movimento

Por Caçador Online

Mesmo assim, Câmara de Caçador aprova moção de apoio ao movimento

Os trabalhadores na Segurança Pública Estadual decidiram, no final da tarde desta segunda-feira, 21, pelo fim da paralisação dos trabalhos, devido a uma liminar expedida no domingo, 20.

Segundo declaração postada no site do Sindicato dos Trabalhadores na Segurança Pública (Sintrasp), o sentimento que reina, entre os trabalhadores é de revolta e indignação. Mesmo tendo que estar paralisados, a garantia dos trabalhadores é que ainda serão buscadas Cortes Judiciais Superiores o reconhecimento do direito de greve.

Segundo o delegado da Comarca, Luiz Antonio Piazon, a Delegacia de Caçador também aderiu à decisão do Sintrasp e voltou aos trabalhos normais. "Mesmo assim, vamos continuar buscando melhorias nos salários e a qualquer momento, poderemos retomar a paralisação", enfatiza.

Piazzon também revela que no dia 16 de junho, os delegados estarão reunidos em Lages para analisar uma extensa pauta de reivindicações que deverá ser entregue ao Governo do Estado. "Estamos há 9 anos sem aumentos nos salários. Iremos até mesmo discutir uma possível greve dos delegados", salienta, lembrando que os serviços essenciais foram mantidos e que agora, o que se está fazendo é apenas atualizando os Boletins de Ocorrência. "Não tivemos nada de anormal, apenas 10 a 12 flagrantes, o que torna a semana tranquila", afirma.

O documento afirma que o movimento tem sido vitorioso até aqui, o que dá a certeza de uma vitória. (leia o manifesta na íntegra).

Câmara aprova moção de apoio

A sugestão do vereador Marcos da Silva Creminácio (PT), de encaminhar uma moção de apoio ao movimento grevista de servidores da Segurança Pública foi prontamente acatada por todos os legisladores de Caçador na sessão desta segunda-feira, 21.

Creminácio destacou que a Polícia Civil estava, até aquele momento, paralisada e que em breve os praças da Polícia Militar também devem aderir ao movimento, deixando a situação da segurança mais preocupante.

“Os policiais civis não faziam greve desde 1995. Estou apoiando essa causa porque acredito que é uma reivindicação é justa, pois o Governo Estadual não está cumprindo a Lei 254/03, que prevê um aumento para esses profissionais”, salienta.

O vereador José Carlos dos Santos (PP) parabenizou a iniciativa de Creminácio, dizendo que mesmo sabendo que poderão sofrer as penalidades da Lei, os praças decidiram aderir ao movimento grevista, pois precisam garantir o sustento de suas famílias e que a situação é preocupante.

Telmo Francisco Silva, também do PP, salientou que durante a Audiência Pública realizada pelo Legislativo, se falou do efetivo e das condições de trabalho, mas nada foi mencionado sobre salários.

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