Uma “Revolução pela Educação”. Esta será a proposta que o senador da República, Cristovam Buarque (PDT), fará a quem estiver presente no Teatro da Universidade do Contestado (UnC), na noite do dia 4 de maio, quando pela primeira vez profere uma palestra fazendo parte do “Movimento Educação Já”, no Estado de Santa Catarina. Buarque vem a Caçador atendendo convite do prefeito de Calmon, João Batista De Geroni (PDT).
O senador está percorrendo o País, difundindo a idéia de mudar as coisas a partir de uma reforma na educação. A caminhada, sob o slogan “Queremos a mesma chance”, simboliza uma proposta inovadora para construir um Brasil melhor. É fruto de um minucioso estudo executado pelo senador, onde aponta as deficiências e saídas do setor educacional no País e mostra o custo de fazer ou de não fazer.
A Palestra será inteiramente gratuita, com início às 19h30min, constituída por cerca de uma hora de oratória do senador e espaço para perguntas. São parceiros no evento a Universidade do Contestado - que inclusive liberará os acadêmicos para o evento - e o Jornal Informe. A palestra será aberta ao público em geral, especialmente a acadêmicos do Curso de Pedagogia e a professores das redes municipal, estadual e particular de ensino.
“Educação Já”
O lançamento nacional do movimento se deu no dia 24 de março, em Fortaleza. A capital foi a escolhida pelo fato de o Ceará ter sido o primeiro estado brasileiro a decretar a abolição da escravatura, antes de a princesa Isabel assinar a Lei Áurea. No dia 2 último, a caminhada foi realizada em Curitiba. A caminhada também passa por Belo Horizonte (27 de abril), e Mariana (28 de abril), em Minas Gerais.
Conheça a proposta
Conforme a proposta de Buarque, os professores teriam que ser selecionados por concurso e teriam garantido um piso salarial pago pelas prefeituras com complemento federal. A gestão seria feita pelos municípios com base na Lei de Metas e de Responsabilidade Social com a Educação - que poderia prever a inelegibilidade dos governantes municipais que não aplicassem as metas estabelecidas nacionalmente.
O “Educação Já” prevê que no primeiro ano, o governo federal deveria investir R$ 7 bilhões a mais para implementação do projeto - que já foi apresentado ao Ministério da Educação (MEC) como uma forma de colaboração do PDT ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de Buarque, que já foi ministro de Lula, falta vontade política para que o governo pense em garantir educação básica com qualidade para todos. 'Investir em universidade dá voto. Em educação básica não.' Dos recursos do MEC, R$ 14 bilhões são investidos em universidades e R$ 4 bilhões em escolas técnicas. Apenas R$ 6 bilhões são investidos em educação de base.
“Queremos educação já. Todo brasileiro precisa ter a mesma chance. Os professores têm que ser bem remunerados e contar com equipamentos modernos. A educação de base nas mãos dos municípios é o grande gargalo educacional brasileiro. Precisamos de um projeto nacional com responsabilidade social para mudar o quadro social”, declarou. Buarque lançou a campanha em Fortaleza e Curitiba. Agora ele vai percorrer os municípios de Belo Horizonte, Mariana (interior de Minas Gerais), Florianópolis e Goiânia.
“Se investirmos em educação básica, deixaremos de investir em outros locais como no sistema penitenciário. A violência tem sua causa na falta de oportunidades. Até de estudo. Podemos reverter isso”, ponderou. Buarque não aponta a fonte de recursos para que o projeto fosse implementado. No entanto, lembrou que R$ 7 bilhões representam menos de 1% do orçamento do governo federal.
O Plano Nacional de Educação, preconizado por Buarque, prevê também edificação e equipamentos, e conteúdos mínimos a serem desenvolvidos em sala de aula, totalizando investimentos de R$ 7 bilhões. “Hoje, 22 mil escolas públicas não têm banheiros, luz ou água. Não é possível isso continuar assim”, finaliza.





