Vereadores lamentaram a ausência dos
trabalhadores nas discussões do projeto
O projeto 10/2007, de origem do Executivo, que reajusta o salário dos servidores públicos municipais em 3,3%, foi apreciado a aprovado pela Câmara de Vereadores na noite desta terça-feira, 24. As duas votações foram realizadas na mesma noite, com um pequeno intervalo, já que esta era a única pauta das duas sessões extraordinárias da casa.
As extraordinárias tiveram que ter sido convocadas ainda nesta semana, para beneficiar os servidores, que já terão o seu reajuste no próximo mês. Se elas fossem convocadas para a próxima semana, provavelmente esse aumento só viria no mês seguinte.
Vereadores destacaram a falta de interesse dos servidores em discutir o reajuste
O fato de poucos servidores terem participado das sessões e das discussões acerca do pequeno aumento, fez os vereadores expressarem certa insatisfação com a categoria. “Não entendo a posição dos servidores municipais, já que não participam das discussões a respeito do seu trabalho, nem ao menos fazendo uma pressão para que o aumento fosse maior”, enfatizou o vereador Marcos da Silva Creminácio, do PT, para os poucos funcionários públicos que estavam na Câmara.
Ele argumentou que se houvesse a participação e a luta dos servidores, o aumento poderia ser apenas esse concedido pela Prefeitura, mas que pelo menos, o trabalho para se conseguir esse valor existiu. “Nossa preocupação é com os servidores. Ninguém pode ficar satisfeito apenas com pouco mais de 3% de aumento e não reagir”, completa.
Os argumentos de Creminácio foram apoiados pelos vereadores, inclusive pelos da situação. “Mesmo sabendo que este é o reajuste máximo que a Prefeitura poderia dar aos servidores, concordo que eles deveriam ter trabalhado por um reajuste maior. No entanto, isso não aconteceu”, falou o vereador do PP, José Carlos dos Santos.
Comparação com o projeto dos médicos
O vereador do PMDB, Deoclides Sabedot, enfatizou que o projeto dos servidores é um projeto simples, fácil de ser votado, só que alguma coisa deveria ter sido feita para equiparar com o projeto dos médicos. Ele ainda afirma que todos os servidores têm feito um bom trabalho, não apenas os médicos.
Para o também peemedebista, Beto Comazzetto, os servidores deveriam ter comparecido a esta sessão. “Eles deveriam analisar que neste projeto, temos um aumento de 3,3% apenas e não há redução da carga horária. Já no dos médicos, são mais de 50% de aumento e redução da jornada de trabalho. Essa comparação deveria ser feita por todos os funcionários públicos municipais”, salienta.
Já o líder da bancada do PMDB, Alcedir Ferlin, afirma que os servidores foram omissos. “Isso sempre aconteceu em Caçador. Só que agora a população pode entender porque não aprovamos o projeto dos médicos, que trazia um aumento muito superior ao dado ao outros servidores e reduzia a carga horária”, afirma.





