3 de outubro de 2026
Legislativo

Vereadores comentam sobre denúncia em Pato Branco

Por Ass. Imp. Câmara Municipal

Aquilo que o assessor jurídico adjunto da Prefeitura de Caçador, Rubiano Schmitz classificou de espionagem, foi na realidade a averiguação de uma denúncia recebida pelo vereador Deoclides Sabedot (PMDB) de que máquinas da municipalidade estariam numa oficina na cidade paranaense de Pato Branco, antes mesmo da assinatura do contrato.

Como forma de investigar a veracidade dos fatos, dois servidores se deslocaram até a empresa Patro-Máquinas, onde a máquina foi fotografada. Na mesma data, segundo os funcionários, os representantes estavam em Caçador para a assinatura do documento.

A denúncia dava conta que antes mesmo do pregão presencial, que ocorreu no dia 27 de março, as máquinas já haviam sido levadas para o pátio da empresa, informação que os vereadores irão confirmar posteriormente, pelo controle de saída dos caminhões da Secretaria de Infra- Estrutura. “A Câmara tem várias atribuições básicas e uma delas é a fiscalização do executivo, por isso não vejo nada de errado em ter mandado os servidores até lá para conferir a denúncia”, declarou o vereador Alcedir Ferlin (PMDB).

O vereador José Carlos Pereira dos Santos (PP) afirmou que algum dos vereadores deveria ter ido junto, pois o papel de fiscalizar é dos vereadores. Telmo Silva (PP) disse que admira uma oposição combativa, mas que é preciso tomar cuidado para não extrapolar. O vereador Deoclides Sabedot, que recebeu a denúncia, afirmou que além do trator estacionado, o denunciante comentou sobre uma patrola, que teve um cubo consertado naquela oficina antes da licitação. “Acho que não podemos ser coniventes com alguma situação suspeita. Recebi a denúncia e pedi a investigação porque é meu papel”, relatou.

O presidente Antonio Gilberto Gonçalves, afirmou que não iria comentar as declarações do assessor jurídico, por entender que elas não mereciam crédito, emendando que para ele o interlocutor entre os dois poderes é o vereador José Carlos, designado pelo prefeito através de um documento. “Se cometi algum erro, serei repreendido pelas instituições que julgam os atos da Câmara, mas tenho certeza que está tudo certo. O homem público deve saber que a função traz os ônus e os bônus e estou preparado pra isso”, finalizou.

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