Agora está definido. O projeto de lei encaminhado pelo executivo, que define o salário dos profissionais médicos e flexibiliza o horário de trabalho será analisado e votado em plenário nos dias 07 e 08 de maio.
Na sessão desta segunda-feira, 16, foi aprovado o projeto que cria o Sistema de Inspeção Municipal, regulamentando o abate, a industrialização e a comercialização de produtos de origem animal e vegetal, além da denominação de ruas e mudança no código tributário do Município.

Na sessão, vereadores contestam declarações do assessor jurídico da Prefeitura. Principal motivo foi a não aprovação do projeto dos médicos
Apesar de não constar na votação, a situação da saúde mais uma vez provocou vários debates entre os vereadores, principalmente depois das declarações do assessor jurídico adjunto da Prefeitura Rubiano Schmitz, que teceu críticas ao legislativo novamente, colocando a culpa nos vereadores.
"Como representante da Prefeitura para falar à Câmara, respeito apenas o vereador José Carlos, que foi nomeado para isso. O que o cidadão falou em uma entrevista coletiva, não dou ouvidos". Com estas palavras, o presidente da Câmara de Vereadores, Antonio Gilberto Gonçalves, demonstrou a indignação por parte de alguns legisladores. "Ele é uma pessoa que não merece crédito nenhum em suas palavras", dispara com relação as declarações do assessor Jurídico da Prefeitura, Rubiano Schimitz.
Além de Gonçalves, também expressou o seu protesto o vereador Marcos Creminácio, afirmando que a bandeira do seu partido, o PT, sempre foi para melhorar a saúde da população. "Quero que a população entenda que o nosso objetivo é aumentar o número de médicos e dar mais atendimento à população", destaca Creminácio, afirmando que "quando o assessor falou de oposição, deve-se lembrar de que a Frente Popular, que nas eleições disputou junto com o PDT, fez mais de 13 mil votos, ou seja, foram 13 mil pessoas que acreditaram no nosso projeto, que dizia mais e bons médicos".
Creminácio ainda indagou o representante do prefeito, a respeito do aumento que deverá ser concedido aos servidores públicos municipais. "Quero saber se já há uma proposta e se este ano, o projeto poderá ser encaminhado com mais antecedência pelo prefeito Saulo Sperotto, por que nos dois anos passados, ele foi enviado para analisarmos e votarmos, quase estourando o prazo legal", completa, afirmando que os vereadores precisam de mais tempo para isso.
Além disso, Creminácio ainda lembrou que o debate deve permanecer, pois é salutar para chegar a definições. "Não podemos voltar aos anos de chumbo", define.
Alcedir Ferlin (PMDB) se colocou contra a extinção dos cargos proposta no projeto, falando que sua aprovação será difícil da maneira que está. "Segundo o estatuto dos servidores, o que se pode fazer é reduzir a carga horária e não extinguir algum cargo", explica.
O também peemedebista, Gilberto Comazzetto declarou que o que se havia combinado com a Assessoria Jurídica da Prefeitura era uma coisa, mas que o projeto foi mudado e da maneira como está não tem como ser aprovado. "Só estamos discutindo a legalidade do projeto, não temos nada contra os médicos", enfatiza, afirmando que dá pra contar nos dedos quantos projetos do prefeito Sperotto foram rejeitados pela Câmara.
"Só que neste caso, não vejo como dar 52% de reajuste para os médicos e dar 3% para os demais servidores", salientou.
O também vereador do PMDB, Deoclides Sabedot, foi mais enfático, afirmando que os médicos deveriam pedir a conta se não querem trabalhar. Aproveitando a presença de empresários no plenário, falou que nenhuma empresa privada aceitaria esta situação de reduzir carga horária e ainda conceder aumento de salário.
"Estou desapontado com a política, pois as coisas sérias não funcionam e quando exigimos seriedade, somos tratados como politiqueiros", desabafou, afirmando que então o prefeito que mande um aumento de salário para os médicos, mas que com redução de carga horária, ele continuará votando contra.
"Existem algumas inverdades quanto ao nosso trabalho. Na semana passada mesmo, recebi a ligação do vice-prefeito Lucir Christ, me parabenizando pelas minhas palavras no plenário e na sexta-feira, o assessor nos culpa de todos os acontecimentos", completa.

Situação se defende
O vereador Telmo Francisco Silva (PP) disse que a profissão dos médicos é abençoada e que não estão reconhecendo seus méritos, solicitando que a matéria fosse votada na sessão desta terça-feira.
Na resposta, o presidente Gonçalves afirmou que isso era impossível, já que é necessário respeitar o Regimento Interno, onde estabelece um prazo de 48 horas de antecedência para votação em plenário, garantindo que isso ocorrerá nas primeiras sessões ordinárias do mês de maio, que ocorrerão nos dias 7 e 8.





