3 de outubro de 2026
Impasses

“A politicagem que os vereadores estão fazendo só atrapalha a administração”

Advogado Rubiano Schimtz convocou imprensa para esclarecer declarações

Por Caçador Online

Advogado Rubiano Schimtz convocou
imprensa para esclarecer declarações

Esclarecer algumas questões, levantadas pelos vereadores, que só estão atrapalhando trabalho do Executivo desde que o prefeito Saulo Sperotto assumiu. Para isso, o assessor jurídico da Prefeitura, advogado Rubiano Schimtz, convocou uma entrevista coletiva, na tarde desta sexta-feira, 13.

Segundo ele, todos os problemas estão sendo originados já que os vereadores não têm feito política e sim politicagem. “Quando eu assumi em 2005 uma vaga na Câmara, o então presidente, Deoclides Sabedot disse, quando me deu as boas vindas, que eu devia entrar lá para somar, não para fazer politicagem e é bem isso que estão fazendo hoje”, afirma Schimtz.

“No projeto dos médicos, a falha não é da Prefeitura”
“A falha não é do Executivo. Só para a comunidade entender: Enviamos um projeto para a Câmara de Vereadores que reajustava o salário dos médicos, mas mantinha a carga horária, excluindo apenas algumas vagas de 20 e 40 horas. Este foi solicitado que se retirasse, por que na época não tinha o parecer do Conselho Municipal de Saúde. O segundo, que tinha redução de carga horária, mas que mantinha os salários foi rejeitado pela Câmara”, lembra Schimtz, afirmando que, antes de se enviar um terceiro projeto, foi realizada uma reunião com os médicos, Prefeitura e vereadores para discussão.

“Quando enviamos para o Legislativo, este também foi rejeitado, com a afirmação de que se tratava da mesma matéria. Eu não entendo como se fosse a mesma”, completa o assessor.

Neste ano, diz Schimtz, foi realizado mais um encontro para elaborar mais um projeto. Este propõe que se dê um abono de 10% para os médicos das especialidades, além do aumento dos salários. “Antes de mandar este projeto, eu estive no Legislativo e conversei com o presidente Antonio Gilberto Gonçalves, que assinou favorável a este valores e a esta carga horária e me garantiu que conversaria com os outros vereadores para que fosse aprovado”, afirma Schimtz.

Segundo ele, o vereador Jorge Savi comentou que seria muito difícil de aprovar o projeto, mas que em conversa com Alcedir Ferlin (Lilo), houve um pedido de uma emenda, para que houvesse a aprovação. “Fui na casa do Lilo e ele me disse que se a emenda fosse colocada, o projeto com certeza seria aprovado”, revela Schimtz.

Segundo o assessor, enquanto a Câmara não aprovar, a Prefeitura não poderá agir. “Não podemos tomar nenhuma atitude com relação à greve dos médicos”, completa, destacando que ainda não houve aprovação apenas por questões políticas. “Os vereadores não querem se indispor com os funcionários públicos e por /isso não aprovaram o projeto até agora”, diz Schimtz.

“Então, se os vereadores acham que o projeto está tão errado, que nos digam como eles querem que seja feito”, desabafa.

O aluguel da casa da irmã da secretária
A respeito do aluguel de uma casa da irmã da secretária de Bem-estar Social, Loely Bellaver, pela Prefeitura de Caçador, no valor de R$ 800,00 mensais, sem licitação, para o funcionamento do Projeto Horizonte, (clique aqui e leia a matéria) o assessor afirma que tudo está na legalidade. “Incluive, ao contrário do que o presidente da Câmara disse, de que houve a publicação apenas no diário oficial, tenho aqui em minhas mãos a publicação também nos editais da Folha da Cidade, do dia 9/3, mostrando o valor total do contrato e o nome da proprietária da casa”, diz, mostrando a página do jornal e afirmando que nada foi feito escondido.

Não fizemos nada, diz Schimtz, que fosse burlar a legislação, realizamos todo o processo da forma correta. “Agora, se alguém apresentar para nós uma casa, que atenda as necessidades para qual esta foi locada e que tiver o aluguel menor do que R$ 800,00, que nos apresente que nós alugamos”, enfatiza.

Requerimentos não respondidos
A respeito de um mandato de segurança da Câmara, pedindo explicações a respeito de alguns requerimentos que não foram respondidos pela Prefeitura, Schimtz destaca que houve falhas e que é um direito dos vereadores de fiscalizar, mas nenhum dos requerimentos, nem os que estavam na Prefeitura há 19 dias iriam causar prejuízos à população.

“Se eles estavam tão preocupados com os requerimentos, por que até agora eles não deram uma posição a respeito do projeto do Serviço de Inspeção Municipal, que ajudaria e muito os agricultores de Caçador?”, indaga, ressaltando que os vereadores cobram tanto da Prefeitura, mas deixam de analisar um projeto tão importante quando esse.

Perguntas
“Será que tudo isso que os vereadores estão fazendo é por que trata-se de véspera de ano eleitoral? Eles estão nos cobrando tanto, mas para mandar dois funcionários deles para Pato Branco, fotografar uma máquina que está lá para reforma, de onde veio o dinheiro? Será que os custos foram pagos com o dinheiro do povo? Ou ainda, quem são os fiscais: os vereadores ou os funcionários da Câmara?”, contesta Schimtz, dizendo ainda que os vereadores se preocupam tanto com desvio de função do Executivo, mas que lá pode estar acontecendo também.

“Isso que os vereadores estão fazendo é apenas politicagem e está prejudicando a administração do prefeito Saulo Sperotto e a população caçadorense”, conclui. 

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