A Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Câmara de Vereadores para investigar denúncias de irregularidades na Secretaria Municipal do Bem Estar Social teve sua permanência prorrogada por mais 120 dias. O pedido foi aprovado pelo plenário na última terça-feira e novas pessoas serão intimadas para depor, segundo o presidente Jorge Antonio Savi (PPS). Relatórios do inquérito policial aberto pela polícia e das sindicâncias instauradas pela Prefeitura também servirão de subsídios para a CPI.
Na sua justificativa, Savi argumentou que a CPI, aberta ainda em maio de 2006, sofreu várias mudanças em seus integrantes, quatro no total, que impediram o seu funcionamento normal. “Quando se conseguia dar um ritmo, trocava um integrante e o trabalho tinha que ser atrasado, para que ele tomasse pé da situação”, afirma. A decisão de pedir a prorrogação saiu de uma reunião entre os atuais três integrantes na manhã de terça-feira.
O relator Telmo Francisco Silva (PP) até sugeriu pelo arquivamento do processo, por entender que ele já tinha perdido sua finalidade, uma vez que a Polícia Federal e a Administração Municipal já estão investigando e punindo as pessoas envolvidas. Jorge Savi e Gilberto Comazzetto (PMDB) entenderam no entanto que os trabalhos precisam ter uma seqüência e um relatório que comprove as denúncias, se for o caso. “Independente da apuração do inquérito e das sindicâncias, este processo é outra coisa e o legislativo também precisa dar sua resposta para a sociedade”, definiu Savi.





